Amigos, este BLOG mudou de endereço.
Agora em http://www.maresenavegantes.com.br/blog/
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
quarta-feira, 16 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa - FINAL
Depois de 16 dias de regata, terminei a 3a. etapa da Velux 5 Oceans. Apesar de desapontado pelos problemas que tive durante a regata, e até quase o final estar com os barcos classificados ao redor dos 400, 500, no final até que consegui recuperar um pouco do prejuízo. De bom, acho que finalmente entendi claramente que participar de uma regata com dois barcos, só se for uma etapa curta. Em regatas longas como esta, isso inviabiliza uma boa participação.
As previsões meteorológicas, em áreas oceânicas onde os ventos estão fracos, são realmente impossíveis de terem qualquer credibilidade. Eu posicionei o Ondazul BRA de um modo que acreditava terminar entre 50 e 150. Mas a cada vez que chegavam os ventos, as previsões eram totalmente derrubadas e eu voltava ao zero. Remava, remava, e não conseguia avançar. Mas no final, o Ondazul BRA chegou perto do objetivo mínimo, terminando no 159º lugar, o que, diante do que foi esta etapa e dos erros que cometi em função de levar dois barcos, me deixaram satisfeito. Agora, é juntar todo o duro aprendizado que esta Velux 5 Oceans me proporcionou, e tentar fazer o melhor possível nas etapas 4 e 5. De qualquer forma, foi gostoso ter liderado por dois dias a regata com meu Ondazul BRA, e ter estado entre os TOP 5 com o BRA 1 por outros dois dias.
Vou continuar com o Ondazul BRA. O veleiro virtual BRA 1, que foi um barco de equipe na primeira etapa, está aposentado.
Em termos dos brasileiros, o grande destaque foi o Rudnei, com seu Rudneijr, que terminou em 25º lugar, que assim foi o melhor brasileiro nesta etapa. O segundo brasileiro foi meu Ondazul BRA, em 159º. Na sequência, o Fuga9, do Francisco, em 313º, e o BRA 1, em 399º. Os demais ainda estão muito distantes para se poder indicar este ou aquele. Vamos aguardar mais um dia para então darmos a classificação final. Vou fazer uma reportagem sobre a regata no meu site Mares e Navegantes. Não percam.
As previsões meteorológicas, em áreas oceânicas onde os ventos estão fracos, são realmente impossíveis de terem qualquer credibilidade. Eu posicionei o Ondazul BRA de um modo que acreditava terminar entre 50 e 150. Mas a cada vez que chegavam os ventos, as previsões eram totalmente derrubadas e eu voltava ao zero. Remava, remava, e não conseguia avançar. Mas no final, o Ondazul BRA chegou perto do objetivo mínimo, terminando no 159º lugar, o que, diante do que foi esta etapa e dos erros que cometi em função de levar dois barcos, me deixaram satisfeito. Agora, é juntar todo o duro aprendizado que esta Velux 5 Oceans me proporcionou, e tentar fazer o melhor possível nas etapas 4 e 5. De qualquer forma, foi gostoso ter liderado por dois dias a regata com meu Ondazul BRA, e ter estado entre os TOP 5 com o BRA 1 por outros dois dias.
Vou continuar com o Ondazul BRA. O veleiro virtual BRA 1, que foi um barco de equipe na primeira etapa, está aposentado.
Em termos dos brasileiros, o grande destaque foi o Rudnei, com seu Rudneijr, que terminou em 25º lugar, que assim foi o melhor brasileiro nesta etapa. O segundo brasileiro foi meu Ondazul BRA, em 159º. Na sequência, o Fuga9, do Francisco, em 313º, e o BRA 1, em 399º. Os demais ainda estão muito distantes para se poder indicar este ou aquele. Vamos aguardar mais um dia para então darmos a classificação final. Vou fazer uma reportagem sobre a regata no meu site Mares e Navegantes. Não percam.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 15
Eu desisto de tentar prever qualquer coisa. Novamente os ventos vieram completamente fora da previsão. Então para não ficar digitando a toa, vou esperar o término desta regata. Eu mesmo previ que seria confusa a subida do Atlãntico ao largo do litoral argentino, mas as condições atmosféricas estão se superando. Nunca uma previsão bate com o que estava previsto!
Hoje o Ondazul BRA, que estava em boa posição para finalizar bem, ficou em posição complicada, com ventos fracos. Então, o que parecia bom ontem, não presta hoje. Sinceramente, até dei risada quando apareceram os novos ventos....
Decepcionante para mim este final. Vamos ver se na próxima, aposentando um barco (acho que vai ser o BRA 1, que era um barco de equipe que ficou sem equipe), consigo voltar a incomodar os gringos...
Bons Ventos! (modo de dizer, rsrs)
Hoje o Ondazul BRA, que estava em boa posição para finalizar bem, ficou em posição complicada, com ventos fracos. Então, o que parecia bom ontem, não presta hoje. Sinceramente, até dei risada quando apareceram os novos ventos....
Decepcionante para mim este final. Vamos ver se na próxima, aposentando um barco (acho que vai ser o BRA 1, que era um barco de equipe que ficou sem equipe), consigo voltar a incomodar os gringos...
Bons Ventos! (modo de dizer, rsrs)
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 12 - parte 3 (ATUALIZADA)
Não resisti a colocar um novo post. Inacreditável, chegou a previsão final, com os novos ventos, e o sistema de baixa correu inesperadamente para leste novamente! Fica novamente bom para o Ondazul BRA principalmente, e melhora para o BRA 1. A turma que está a leste pode perder a liderança se continuar esse deslocamento dos ventos melhores para leste. Esta regata está uma loucura! Foi como previ, de minha experiência anterior nestas mesmas águas virtuais, esta região deixa o calmo nervoso e o nervoso calmo. Vi uma mensagem do Ward, do Kundalini, que já está ficando um tanto tenso com esse final.... É prá mexer com os nervos de qualquer um!
O pior é que hesitei muito antes de pensar no que fazer, mas por ter recebido uma visita em casa justamente no horário em que vieram as previsões. No fim decidi arriscar jogar o BRA 1 para leste, pois se a tendência que começou agora, dos ventos virem de leste, continuarem, pode ser melhor estar mais a leste ainda, para fechar em melhor TWA no final.
Não tinha como largar o meu cunhado, que viera me fazer um favor, para entrar na internet. Ia pensar que estou louco... A minha sorte foi não estar entre os líderes. Se estivesse, com certeza meu cunhado ia concluir que não bato bem da cabeça.
Simulação com os novos ventos: ganham os barcos Kundalini NaT, NShar3, Tovaritch, SECE RKN, BrnyBulle TPN, SECE RKN, o Rudneyjr e quem mais estiver junto. Interessante: o Ondazul BRA tem grandes chances de terminar na frente dos atuais líderes, e o BRA 1 imediatamente atrás deles. Acredito que o Ondazul BRA, embora esteja perdendo posições hoje, se os ventos vierem como previsto, ou melhorarem ainda mais (acredito nessa tendência) para os barcos de leste, tem chances de chegar numa posição entre 50 e 150. O BRA 1 deve ficar entre 200 e 300. MAS... com a loucura que foram os últimos dias, tudo ainda é possível.
O pior é que hesitei muito antes de pensar no que fazer, mas por ter recebido uma visita em casa justamente no horário em que vieram as previsões. No fim decidi arriscar jogar o BRA 1 para leste, pois se a tendência que começou agora, dos ventos virem de leste, continuarem, pode ser melhor estar mais a leste ainda, para fechar em melhor TWA no final.
Não tinha como largar o meu cunhado, que viera me fazer um favor, para entrar na internet. Ia pensar que estou louco... A minha sorte foi não estar entre os líderes. Se estivesse, com certeza meu cunhado ia concluir que não bato bem da cabeça.
Simulação com os novos ventos: ganham os barcos Kundalini NaT, NShar3, Tovaritch, SECE RKN, BrnyBulle TPN, SECE RKN, o Rudneyjr e quem mais estiver junto. Interessante: o Ondazul BRA tem grandes chances de terminar na frente dos atuais líderes, e o BRA 1 imediatamente atrás deles. Acredito que o Ondazul BRA, embora esteja perdendo posições hoje, se os ventos vierem como previsto, ou melhorarem ainda mais (acredito nessa tendência) para os barcos de leste, tem chances de chegar numa posição entre 50 e 150. O BRA 1 deve ficar entre 200 e 300. MAS... com a loucura que foram os últimos dias, tudo ainda é possível.
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 14 - parte 2
Não dá mesmo para confiar nas previsões do tempo. Contrariando toda a lógica e normalidade desta época do ano, o centro de baixa pressão, ao invés de se deslocar para leste, está voltando para oeste. Com isso, os barcos que lideravam, bem como os meus, estão cainda em calmarias que vai nos impedir de avançar de forma razoável para Montevideo. Resultado: minha previsão sobre os possíveis vencedores, anterior, faliu!
Pelo jeito, quem vai ganhar a regata serão algum dos barcos que estão perto da costa. E todos os favoritos, que navegaram segundo o manual, terão nadado, nadado, para morrer na praia...
O Ondazul BRA, que tinha tido uma boa recuperação, vai dançar, e mesmo o BRA 1,e o Fuga9, que estão mais a oeste (mas não o suficiente), também não devem conseguir terminar bem esta regata. Com certeza, esta será a etapa de pior resultado para muita gente... E de grande surpresa entre os vencedores, que serão barcos que possivelmente nunca estiveram entre os cem primeiros. A notícia é boa para os brasileiros que estão perto da costa, como o Botton BRA, filha de araras e Nonna1. Devem se dar muito bem neste final. Boa sorte!
Vamos esperar, entretanto mais um pouco para ver. As surpresas em termos dos ventos nesta parte da regata ainda podem continuar. Mas se a tendência do sistema que está aqui ao largo da costa da Argentina se mantiver como surgiu na previsão de hoje, ou seja, nada mudar, o que deve acontecer será mais ou menos o que escrevi neste post.
Pelo jeito, quem vai ganhar a regata serão algum dos barcos que estão perto da costa. E todos os favoritos, que navegaram segundo o manual, terão nadado, nadado, para morrer na praia...
O Ondazul BRA, que tinha tido uma boa recuperação, vai dançar, e mesmo o BRA 1,e o Fuga9, que estão mais a oeste (mas não o suficiente), também não devem conseguir terminar bem esta regata. Com certeza, esta será a etapa de pior resultado para muita gente... E de grande surpresa entre os vencedores, que serão barcos que possivelmente nunca estiveram entre os cem primeiros. A notícia é boa para os brasileiros que estão perto da costa, como o Botton BRA, filha de araras e Nonna1. Devem se dar muito bem neste final. Boa sorte!
Vamos esperar, entretanto mais um pouco para ver. As surpresas em termos dos ventos nesta parte da regata ainda podem continuar. Mas se a tendência do sistema que está aqui ao largo da costa da Argentina se mantiver como surgiu na previsão de hoje, ou seja, nada mudar, o que deve acontecer será mais ou menos o que escrevi neste post.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 14
As proezas dos ventos não param.... Agora foi a vez do Ondazul BRA levar um baque. Estava previsto 8,1 nós de vento, saiu 5,4... Uma pena, já estava em 176º, agora vai cair de novo. O BRA 1 anda classificado em mais de 600... Estamos jogando na loteria, e acho que vai ser assim até amanhã a noite. Aí, os ventos devem firmar, e o rumo será direto para Montevideo. Mais 2, 3 dias de regata. Nada mais a comentar. A situação não mudou tanto que justifique.
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 13
A loteria continua. E as surpresas se sucedem. Mas uma coisa para mim é certa - os favoritos para vencer esta etapa. Acredito que a vitória estará entre Tinifon@ TPN, NShar3, Kundalini, Toubab Hrjd, Montenegro1 e Easy Bird.
Entre os brasileiros, com certeza meu amigo Rudnei, com seu Rudneijr, será o melhor brasileiro nesta etapa.
Outra certeza minha é que o Ondazul BRA, o barco que ficara meio esquecido, e que fui simplesmente empurrando com a barriga enquanto dava toda atenção ao BRA 1, vai chegar na frente do meu barco predileto nesta regata... Que coisa! Esta noite e hoje pela manhã, o BRA 1 caiu na classificação de 240 para mais de 600, enquanto o Ondazul veio de mais de 300 para 214. Acredito que será possível colocar o Ondazul BRA entre os TOP 200. Já a BRA 1 não me parece que tenha qualquer chance. O máximo que posso aspirar é colocá-lo entre os 300 ou 400 primeiros. Se isso se confirmar, participo da próxima etapa somente com o Ondazul BRA. Já não tenho mais nenhuma dúvida de que, numa regata curta, pode até ser vantajoso correr com dois barcos. Mas numa longa não dá, dispersa-se a atenção e dá no que deu - depois de liderar dois dias com um, e ficar entre os TOP 10 durante mais dois dias com o outro, acabei com os dois lá para trás. Aconteceu o mesmo na regata anterior, e eu me perguntava a causa da minha queda de rendimento, além dos problemas de mal estar que limitaram minha atenção ao game (felizmente sinto-me melhor). E a resposta agora é óbvia, foi minha teimosia em correr com os dois.
A teimosia tem suas razões, pois como eu escrevi acima, em regatas curtas, participar com dois barcos pode mesmo trazer alguma vantagem. Por isso eu tenho certeza de que, na próxima etapa da Velux, somente com um barco, terei uma participação bem mais interessante do que nesta. Eu já afirmei várias vezes que deixaria de correr com dois barcos, e na hora H, entrei com dois. Mas agora já não seria mais teimosia, e sim burrice! rsrs. Então vamos só de um barco, que será o Ondazul BRA (se este terminar abaixo de 180 na geral).
Uma coisa interessante, se o Tinifon@ TPN chegar entre os dez primeiros, com certeza terá dado um grande passo para ser o vencedor na geral da Velux 5 Oceans virtual. Terá apenas que administrar as etapas seguintes.
Entre os brasileiros, com certeza meu amigo Rudnei, com seu Rudneijr, será o melhor brasileiro nesta etapa.
Outra certeza minha é que o Ondazul BRA, o barco que ficara meio esquecido, e que fui simplesmente empurrando com a barriga enquanto dava toda atenção ao BRA 1, vai chegar na frente do meu barco predileto nesta regata... Que coisa! Esta noite e hoje pela manhã, o BRA 1 caiu na classificação de 240 para mais de 600, enquanto o Ondazul veio de mais de 300 para 214. Acredito que será possível colocar o Ondazul BRA entre os TOP 200. Já a BRA 1 não me parece que tenha qualquer chance. O máximo que posso aspirar é colocá-lo entre os 300 ou 400 primeiros. Se isso se confirmar, participo da próxima etapa somente com o Ondazul BRA. Já não tenho mais nenhuma dúvida de que, numa regata curta, pode até ser vantajoso correr com dois barcos. Mas numa longa não dá, dispersa-se a atenção e dá no que deu - depois de liderar dois dias com um, e ficar entre os TOP 10 durante mais dois dias com o outro, acabei com os dois lá para trás. Aconteceu o mesmo na regata anterior, e eu me perguntava a causa da minha queda de rendimento, além dos problemas de mal estar que limitaram minha atenção ao game (felizmente sinto-me melhor). E a resposta agora é óbvia, foi minha teimosia em correr com os dois.
A teimosia tem suas razões, pois como eu escrevi acima, em regatas curtas, participar com dois barcos pode mesmo trazer alguma vantagem. Por isso eu tenho certeza de que, na próxima etapa da Velux, somente com um barco, terei uma participação bem mais interessante do que nesta. Eu já afirmei várias vezes que deixaria de correr com dois barcos, e na hora H, entrei com dois. Mas agora já não seria mais teimosia, e sim burrice! rsrs. Então vamos só de um barco, que será o Ondazul BRA (se este terminar abaixo de 180 na geral).
Uma coisa interessante, se o Tinifon@ TPN chegar entre os dez primeiros, com certeza terá dado um grande passo para ser o vencedor na geral da Velux 5 Oceans virtual. Terá apenas que administrar as etapas seguintes.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 13
Eu não arrisco mais nenhum prognóstico. Mudaram completamente as condições meteorológicas. Agora já está difícil até para o grupo de SECE RKN, Kundalini e NShar3. Estão ficando para trás. Um monte de barcos totalmente desconhecidos apareceram nas primeiras posições. Um caos total. Quem está mais para oesta agora está levando vantagem, como o Botton BRA e filha de araras. O Rudineijr que está fazendo uma ótima regata começa a correr risco também. Meus dois barcos acredito que já eram. Etapa para descartar, é o que está me parecendo. Sinceramente, as condições de ventos junto do Ondazul BRA me parecem tão complicadas que eu resolvi simplesmente apontar em direção à Montevideo como der e pronto. Não vou esquentar a cabeça, nem posso. A loteria está acumulada. Comprem seus bilhetes e, quem sabe?
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 12 - parte 2
Já sei os ventos que virão na próxima mudança, e infelizmente, meu BRA 1 vai ficar mal, assim como o Fuga9 (ele um pouco melhor). Vamos ter vento de apenas 3,2 nós no segundo gride, e se as tendências continuarem, serão de proa no seguinte, e fracos. Pelas projeções que fiz, o NShar3, Sece RKN e o Kundalini, mais quem estiver por perto, estão com a mão na taça, e irão ganhar novamente grande distância (que estava reduzida agora no fim da tarde para apenas 60 milhas).
Nem o Ondazul BRA, que está na mesma latitude do Kundalini e amigos vai conseguir acompanhar. Ficará preso nos ventos mais fracos, atrás. E irá se atrasar imenso. Enfim, perdi as chances com os dois barcos, pelo desenho deste final de regata.
Regatas são regatas. Vou levar até o fim, mas esta já era. E com ela, quaisquer chances na Velux. Realmente, a Velux 5 Oceans está se tornando na pior regata que já participei desde que comecei na VORG. Parece que desaprendi, sei lá o que está acontecendo, se tem relação também com o fato de não estar bem de saúde. De qualquer modo, fazem alguns dias que eu estava apenas atualizando as rotas nos ventos, entrava bem antes do horário de mudanças e nem olhava mais os barcos. Apenas ontem e hoje me esforcei novamente, pois tinha esperanças de terminar melhor. Espero que nas próximas etapas da Velux eu consiga voltar à velha forma...
Entre os brasileiros, me parece que o Botton BRA, o Nonna1 e filha de araras irão conseguir se recuperar um pouco. Mas depois será uma incógnita. Quem está melhor agora é o Botton BRA, nesse duelo brazuca à oeste, perto da costa argentina... E por falar em brazuca, em melhor posição do que os três citados acima agora aparece outro barco brasileiro, o Brazucas. Mas também terá problemas na sequência... Tá difícil para nós colocarmos um barco bem nesta regata. Mas de repente, tem alguém que não conheço bem posicionado. No momento, de qualquer forma, Rudneijr (este está entre os TOP100), Ondazul BRA, BRA 1 e Fuga9 são ainda os barcos brasileiros melhores colocados. Vamos que vamos!
Nem o Ondazul BRA, que está na mesma latitude do Kundalini e amigos vai conseguir acompanhar. Ficará preso nos ventos mais fracos, atrás. E irá se atrasar imenso. Enfim, perdi as chances com os dois barcos, pelo desenho deste final de regata.
Regatas são regatas. Vou levar até o fim, mas esta já era. E com ela, quaisquer chances na Velux. Realmente, a Velux 5 Oceans está se tornando na pior regata que já participei desde que comecei na VORG. Parece que desaprendi, sei lá o que está acontecendo, se tem relação também com o fato de não estar bem de saúde. De qualquer modo, fazem alguns dias que eu estava apenas atualizando as rotas nos ventos, entrava bem antes do horário de mudanças e nem olhava mais os barcos. Apenas ontem e hoje me esforcei novamente, pois tinha esperanças de terminar melhor. Espero que nas próximas etapas da Velux eu consiga voltar à velha forma...
Entre os brasileiros, me parece que o Botton BRA, o Nonna1 e filha de araras irão conseguir se recuperar um pouco. Mas depois será uma incógnita. Quem está melhor agora é o Botton BRA, nesse duelo brazuca à oeste, perto da costa argentina... E por falar em brazuca, em melhor posição do que os três citados acima agora aparece outro barco brasileiro, o Brazucas. Mas também terá problemas na sequência... Tá difícil para nós colocarmos um barco bem nesta regata. Mas de repente, tem alguém que não conheço bem posicionado. No momento, de qualquer forma, Rudneijr (este está entre os TOP100), Ondazul BRA, BRA 1 e Fuga9 são ainda os barcos brasileiros melhores colocados. Vamos que vamos!
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 12
O final desta regata promete ser mesmo sensacional. Lágrimas vão rolar, sorrisos vão explodir como fogos no Ano Novo... rsrs. Os buracos de vento (windholes) estão chegando nas próximas 12 horas, calmarias de deixar o calmo nervoso e o nervoso calmo... Já estão mudando os líderes, apareceu um cara na frente que nunca ouvi falar, M3 du 74. Estou curioso para ver quem vencerá esta perna.
Minha idéia de passar entre as ilhas Malvinas/Falklands deu certo, e o BRA 1 não apenas melhorou em termos de classificação (agora está em 247º), como a distância para os líderes caiu de quase 150 milhas para praticamente metade, agora estou a aproximadamente 80 milhas do grupo dianteiro. Mas não dá para entusiasmar. Macaco velho não põe a mão em cumbuca. Com o tipo de clima que teremos nestas últimas 700 milhas de regata, tudo pode acontecer, desde eu terminar entre os 200 primeiros, como cair para 1000... Nunca irei esquecer a etapa Qindao-Rio de Janeiro da VORG 2008-09, quando eu estava pelos 300 e fiquei preso numa calmaria sem fim neste mesmo lugar, terminando melancolicamente em 1600...
É impressionante como as condições atmosféricas de determinada região se mantém mais ou menos sempre num mesmo padrão. As condições aqui ao largo da costa da Argentina são essas. Ou muito vento, ou nenhum...
Meu barco está melhor classificado agora que todos os brasileiros, exceto o Rudneijr, que está no grupo que lidera a regata. O Botton BRA e filha de araras optaram por seguir junto da costa, e com isso pegaram vento forte... contra. Caíram muito na classificação. Sei o que pensam, que pelo menos ali perto da costa estarão livres das calmarias, mas por outro lado, se o vento continuar na cara, como está agora, não vai adiantar muita coisa. O Fuga9 está tentando uma solução intermediária, a 60 milhas de minha posição para oeste, enquanto eu radicalizei em minha rota. Meu raciocínio é o seguinte: talvez seja melhor andar em ventos fracos, num rumo direto para Montevideo, de 4,5 ou 6 nós mas com TWA (ângulo) favorável, do que lidar com ventos de 20 nós de proa. Mas para isso dar certo, não posso cair num buraco de vento de 0 ou 1 nó... rsrs
Amanhã a gente vai ter idéia de quem se deu bem ou mal neste final de regata. Ah, o Ondazul BRA está meio largado de novo, estou só apontando ele para onde sopra o vento, já que só o BRA 1 ainda tem chances de uma boa classificação geral.
Minha idéia de passar entre as ilhas Malvinas/Falklands deu certo, e o BRA 1 não apenas melhorou em termos de classificação (agora está em 247º), como a distância para os líderes caiu de quase 150 milhas para praticamente metade, agora estou a aproximadamente 80 milhas do grupo dianteiro. Mas não dá para entusiasmar. Macaco velho não põe a mão em cumbuca. Com o tipo de clima que teremos nestas últimas 700 milhas de regata, tudo pode acontecer, desde eu terminar entre os 200 primeiros, como cair para 1000... Nunca irei esquecer a etapa Qindao-Rio de Janeiro da VORG 2008-09, quando eu estava pelos 300 e fiquei preso numa calmaria sem fim neste mesmo lugar, terminando melancolicamente em 1600...
É impressionante como as condições atmosféricas de determinada região se mantém mais ou menos sempre num mesmo padrão. As condições aqui ao largo da costa da Argentina são essas. Ou muito vento, ou nenhum...
Meu barco está melhor classificado agora que todos os brasileiros, exceto o Rudneijr, que está no grupo que lidera a regata. O Botton BRA e filha de araras optaram por seguir junto da costa, e com isso pegaram vento forte... contra. Caíram muito na classificação. Sei o que pensam, que pelo menos ali perto da costa estarão livres das calmarias, mas por outro lado, se o vento continuar na cara, como está agora, não vai adiantar muita coisa. O Fuga9 está tentando uma solução intermediária, a 60 milhas de minha posição para oeste, enquanto eu radicalizei em minha rota. Meu raciocínio é o seguinte: talvez seja melhor andar em ventos fracos, num rumo direto para Montevideo, de 4,5 ou 6 nós mas com TWA (ângulo) favorável, do que lidar com ventos de 20 nós de proa. Mas para isso dar certo, não posso cair num buraco de vento de 0 ou 1 nó... rsrs
Amanhã a gente vai ter idéia de quem se deu bem ou mal neste final de regata. Ah, o Ondazul BRA está meio largado de novo, estou só apontando ele para onde sopra o vento, já que só o BRA 1 ainda tem chances de uma boa classificação geral.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 11
É, minha previsão de que as calmarias iam bagunçar a regata neste final, subindo do cabo Horn para Montevideo, foi na mosca. Isso vai mudar toda a história, ou não, vai depender da sorte. Quem tiver sorte de entrar num rumo correto, ganha. Meus barcos, que até ganharam bastante posições, podem terminar tanto em 1000 como em 100... Vai ser assim para todos.
Eu optei por abrir mais para leste com o Ondazul, e resolvi, mais para me divertir do que como estratégia, passar entre as ilhas Falklands. Não resisti, venho pensando nisso há dias. Vai ser divertir se esgueirar entre as duas ilhas, mais as ilhotas no meio do canal. Não me importo se não der certo em termos da regata, como eu já escrevi, estou em ritmo de cruzeiro. Vou programar a passagem, e dormir. Não estou mais vendo as mudanças de vento, prefiro deitar cedo, depois acordar lá pelas 2 e meia da manhã, programar os barcos, e antes das 3 e meia, cama. Ah, desculpe-me meu amigo Rudnei, esqueci de citar teu barco, o Rudnejr, que é o melhor brasileiro e deve terminar esta regata nos TOP 100.
Quanto aos meus barcos, loteria por loteria, pelo menos vou brincar um pouco.. Bons Ventos
Eu optei por abrir mais para leste com o Ondazul, e resolvi, mais para me divertir do que como estratégia, passar entre as ilhas Falklands. Não resisti, venho pensando nisso há dias. Vai ser divertir se esgueirar entre as duas ilhas, mais as ilhotas no meio do canal. Não me importo se não der certo em termos da regata, como eu já escrevi, estou em ritmo de cruzeiro. Vou programar a passagem, e dormir. Não estou mais vendo as mudanças de vento, prefiro deitar cedo, depois acordar lá pelas 2 e meia da manhã, programar os barcos, e antes das 3 e meia, cama. Ah, desculpe-me meu amigo Rudnei, esqueci de citar teu barco, o Rudnejr, que é o melhor brasileiro e deve terminar esta regata nos TOP 100.
Quanto aos meus barcos, loteria por loteria, pelo menos vou brincar um pouco.. Bons Ventos
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 10
Finalmente, dobrando o cabo Horn! Os primeiros colocados já deixaram o Horn para trás, este é o momento sensacional da regata. Pena que fiquei para trás, adoraria estar lá entre os primeiros. Mas pelo menos o Rudneijr vai dominando entre os brasileiros, e o Nonna 1 vai indo muito bem (é o mais bem colocado dos brasileiros), seguido pelo Botton BRA (acho que é sua melhor regata até hoje), e o Fuga9. Mais para trás ficamos nós, Ondazul BRA e BRA 1, e muito perto, a filha de araras.
Continuo em ritmo de cruzeiro, entre somente agora às 13:00 horas para ver como está a regata, desde ontem às 3 e meia da manhã não conectava. Olhando o mapa, resolvi abrir mais para leste, e às cinco horas subir com a turma. Vou ficar ainda mais atrasado, mas acho que pego ventos melhores em 24 horas. Ou não. Vai ter calmaria para todo mundo nos próximos dias, meio que loteria. Eu já previa isso, o trecho difícil vai ser este. E mesmo assim, continuarei em ritmo de cruzeiro, bem relaxado como meu filho exigiu... O menino cresceu e já anda dando bronca no pai!
Estou torcendo lá na frente pelo Montenegro1, o skipper é gente fina, o Milos, da antiga Iugoslavia, mas ele mora na Alemanha. Sempre conversamos no Skype. Mas o russo Nicolai, do NShar3, é muito fera, acho que se não cometer erros (ele raramente comete), ganha esta etapa. É meu favorito. O Ward, com seu Kundalini, pode dar trabalho, bem como o SECE RKN. Mas acho que o NShar3 leva. Vamos ver, vai depender da loteria dos ventos.
Continuo em ritmo de cruzeiro, entre somente agora às 13:00 horas para ver como está a regata, desde ontem às 3 e meia da manhã não conectava. Olhando o mapa, resolvi abrir mais para leste, e às cinco horas subir com a turma. Vou ficar ainda mais atrasado, mas acho que pego ventos melhores em 24 horas. Ou não. Vai ter calmaria para todo mundo nos próximos dias, meio que loteria. Eu já previa isso, o trecho difícil vai ser este. E mesmo assim, continuarei em ritmo de cruzeiro, bem relaxado como meu filho exigiu... O menino cresceu e já anda dando bronca no pai!
Estou torcendo lá na frente pelo Montenegro1, o skipper é gente fina, o Milos, da antiga Iugoslavia, mas ele mora na Alemanha. Sempre conversamos no Skype. Mas o russo Nicolai, do NShar3, é muito fera, acho que se não cometer erros (ele raramente comete), ganha esta etapa. É meu favorito. O Ward, com seu Kundalini, pode dar trabalho, bem como o SECE RKN. Mas acho que o NShar3 leva. Vamos ver, vai depender da loteria dos ventos.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 9
Estamos chegando no Cabo Horn. Acho engraçado, lendo o Forum da MP, que o pessoal parece entender que a regata termina aqui... Não é nada disso. Para mim, a regata COMEÇA aqui. Eu me recordo da Volvo Ocean Race 2008-09, quando depois de uma longa travessia do Pacífico, desde a China (Qindao), ao passar o cabo Horn, minha regata tornou-se num pesadelo. Naquele tempo eu esta começando, foi minha primeira regata virtual, e acabei sofrendo um bocado para subir a costa da Argentina. É que aconteceu uma calmaria interminável, ventos desencontrados, foi um caos. Terminei em miléssimo qualquer coisa, quando ao virar no Horn estava entre os trezentos primeiros.
Tenho acompanhado as previsões para a costa da Argentina, e o mesmo caos parece se repetir. Quem escolher a rota errada, pode perder todo um trabalho de milhares de milhas para Pacífico. É aqui que as coisas vão se definir.
Por outro lado, a turma ao norte está encontrando dificuldades, já que os ventos não estão favoráveis para chegar ao Horn. A turma do sul está muito melhor posicionada. Acho que vão acabar ganhando a corrida. Mas como os ventos têm sido completamente indecisos, vamos ver no que vai dar. Vejo bem posicionados ao sul o NShar3, o Kundalini NaT, o Montenegro1 e SECE RKN, entre os mais conhecidos. O meu amigo Rudneijr vem também numa boa posição. Ao norte, entre os brasileiros, a melhor posiçao me parece do Nonna1, seguido do Botton BRA. Acho que a filha de araras ficou demasiadamente ao norte, e só se surgirem ventos diferentes do previsto terá chances de se colocar na frente dos demais brasileiros. Mas como os ventos tem sido surpreendentes, de repente...
Quando aos meus barcos, o BRA 1 continua na faixa dos 300, e o Ondazul BRA nos 500. Impossível melhorar, principalmente porque hoje dormi tão bem que perdi a hora. Acordei depois da virada dos ventos, eram 5 e pouco. E atenção, vai acabar o horário de verrão, a mudança dos ventos passará para as 4 horas.
Como eu disse, estou em ritmo de velejador de cruzeiro. Tenho dormido bem mais, descansado bastante, em função de minha saúde. Não dá para ficar naquela plantão com pouco sono para navegar melhor. Vou continuar assim até o final desta regata, pois já tenho me sentido melhor. Mesmo de dia tenho ficado meio que de repouso em casa. Espero que esse mal estar que tenho sofrido não seja mesmo nada mais sério, afinal, aos 62 anos de idade a gente tem que se cuidar em dobro. Espero que para a próxima regata eu esteja já recuperado 100% para voltar a participar com tudo novamente.
Pois é, acordei tarde, apenas programei os barcos olhando o vento atual (nem olhei o que virá), e vou dormir de novo... Vamos ver no que vai dar este meu novo estilo de regata! rsrs
Tenho acompanhado as previsões para a costa da Argentina, e o mesmo caos parece se repetir. Quem escolher a rota errada, pode perder todo um trabalho de milhares de milhas para Pacífico. É aqui que as coisas vão se definir.
Por outro lado, a turma ao norte está encontrando dificuldades, já que os ventos não estão favoráveis para chegar ao Horn. A turma do sul está muito melhor posicionada. Acho que vão acabar ganhando a corrida. Mas como os ventos têm sido completamente indecisos, vamos ver no que vai dar. Vejo bem posicionados ao sul o NShar3, o Kundalini NaT, o Montenegro1 e SECE RKN, entre os mais conhecidos. O meu amigo Rudneijr vem também numa boa posição. Ao norte, entre os brasileiros, a melhor posiçao me parece do Nonna1, seguido do Botton BRA. Acho que a filha de araras ficou demasiadamente ao norte, e só se surgirem ventos diferentes do previsto terá chances de se colocar na frente dos demais brasileiros. Mas como os ventos tem sido surpreendentes, de repente...
Quando aos meus barcos, o BRA 1 continua na faixa dos 300, e o Ondazul BRA nos 500. Impossível melhorar, principalmente porque hoje dormi tão bem que perdi a hora. Acordei depois da virada dos ventos, eram 5 e pouco. E atenção, vai acabar o horário de verrão, a mudança dos ventos passará para as 4 horas.
Como eu disse, estou em ritmo de velejador de cruzeiro. Tenho dormido bem mais, descansado bastante, em função de minha saúde. Não dá para ficar naquela plantão com pouco sono para navegar melhor. Vou continuar assim até o final desta regata, pois já tenho me sentido melhor. Mesmo de dia tenho ficado meio que de repouso em casa. Espero que esse mal estar que tenho sofrido não seja mesmo nada mais sério, afinal, aos 62 anos de idade a gente tem que se cuidar em dobro. Espero que para a próxima regata eu esteja já recuperado 100% para voltar a participar com tudo novamente.
Pois é, acordei tarde, apenas programei os barcos olhando o vento atual (nem olhei o que virá), e vou dormir de novo... Vamos ver no que vai dar este meu novo estilo de regata! rsrs
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 8
Puxa, nunca fiquei tanto tempo sem conectar durante uma regata. Ontem à noite acordei lá pelas 2 horas, dei um rumo para os dois barcos, observei a situação geral da regata, e fui dormir, nem acompanhei a mudança dos ventos. Agora a pouco, 13:30 horas, entrei para ver como estava a situação. O BRA 1 ganhou meia dúzia de posições, está em 385º, enquanto o Ondazul BRA está pior ainda, em 515º. Mas vai ficar por isso mesmo. Assim que surgirem as previsões, vou programar os barcos até a madrugada e esquecer. Levando a regata em ritmo de cruzeiro pelo Pacífico... rs
Os brasileiros estão indo muito bem. Estou entusiasmado com o desempenho do Botton BRA, Fuga9, filha de araras e Nonna1, todos estão vindo pelo Norte, e acho que podem surpreender a turma do sul, pois os sulistas ainda precisa subir até o cabo Horn, a turma vem toda lá pelos 59 graus de latitude. Essa é a vantagem que nossos brasileiros localizados ao norte têm na mão. Espero que os ventos os ajudem, e pelo jeito vão ajudar.
Vou agora dar um rumo novo para meus barcos e só conectarei novamente pela madrugada. Estou mesmo em ritmo de passeio... Bons Ventos
Os brasileiros estão indo muito bem. Estou entusiasmado com o desempenho do Botton BRA, Fuga9, filha de araras e Nonna1, todos estão vindo pelo Norte, e acho que podem surpreender a turma do sul, pois os sulistas ainda precisa subir até o cabo Horn, a turma vem toda lá pelos 59 graus de latitude. Essa é a vantagem que nossos brasileiros localizados ao norte têm na mão. Espero que os ventos os ajudem, e pelo jeito vão ajudar.
Vou agora dar um rumo novo para meus barcos e só conectarei novamente pela madrugada. Estou mesmo em ritmo de passeio... Bons Ventos
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Amigos, na noite passada eu estive tão desanimado com a calmaria e as condições que meu barco BRA 1 encontrou pela frente, que somando aos problemas que estou tendo na minha vida particular, com necessidade de viagens que inviabilizam continuar a regata, decidi desistir. Porem comentando com amigos online participantes das regatas, principalmente o americano Dave, do Hirilonde, se ofereceram para continuar com o barco quando eu não puder. Assim, vou levar os barcos até o fim, mas sem maior esforço e sem ficar horas analizando rotas e clima, como faço normalmente. Ontem à noite, por exemplo, depois que falei com o Dave, apenas apontei o barco para fora da calmaria, sem me preocupar em estratégias. Dormi a noite toda, sem os "plantões" que normalmente faço, e agora ao meio dia, dei uma olhada, vi que o BRA 1 não está em rota boa, mas vai ficar por isso mesmo.
Entao vai ser assim, continuo na regata, mas sem a minima preocupação com resultados, somente para levar os barcos até o fim. Vou ser sincero com voces, tenho sentido alguns problemas de saúde, então tenho que ir à São Paulo, já marquei exames, um checkup completo, fora consultas, e isso vai mesmo impossibilitar continuar esta regata a sério. Uma pena.
Estive muito bem com os dois barcos, um chegou a liderar, o Ondazul BRA, o outro esteve em 2º lugar (o BRA 1), acho que estava fazendo uma grande regata. Uma tentativa de vitória fica para a próxima.
Sobre a regata. Entrou um vento forte no sul, perto dos 60 graus, e quem estava por lá, como o NShar e cia, está se dando bem. Até o Ondazul está aproveitando esse vento. O grupo dos top players também está se dando bem, e devem subir de volta na classificação. Mas quem está melhor por enquanto são os barcos ao norte (de onde desci com o BRA 1). Tanto que alguns barcos brasileiros que me seguiam agora estão muito bem colocados. A coisa está muito embolada, só vamos saber quem tem chance mesmo na passagem pelo cabo Horn. Só que eu acho que depois do Horn, a subida até o Uruguai pode ter várias armadilhas. Calmarias ao largo da Argentina são muito comunsa nesta época do ano. Acho que depois das Falklands/Malvinas é que se decidirá mesmo a regata.
Entao vai ser assim, continuo na regata, mas sem a minima preocupação com resultados, somente para levar os barcos até o fim. Vou ser sincero com voces, tenho sentido alguns problemas de saúde, então tenho que ir à São Paulo, já marquei exames, um checkup completo, fora consultas, e isso vai mesmo impossibilitar continuar esta regata a sério. Uma pena.
Estive muito bem com os dois barcos, um chegou a liderar, o Ondazul BRA, o outro esteve em 2º lugar (o BRA 1), acho que estava fazendo uma grande regata. Uma tentativa de vitória fica para a próxima.
Sobre a regata. Entrou um vento forte no sul, perto dos 60 graus, e quem estava por lá, como o NShar e cia, está se dando bem. Até o Ondazul está aproveitando esse vento. O grupo dos top players também está se dando bem, e devem subir de volta na classificação. Mas quem está melhor por enquanto são os barcos ao norte (de onde desci com o BRA 1). Tanto que alguns barcos brasileiros que me seguiam agora estão muito bem colocados. A coisa está muito embolada, só vamos saber quem tem chance mesmo na passagem pelo cabo Horn. Só que eu acho que depois do Horn, a subida até o Uruguai pode ter várias armadilhas. Calmarias ao largo da Argentina são muito comunsa nesta época do ano. Acho que depois das Falklands/Malvinas é que se decidirá mesmo a regata.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa, dia 7
Caros amigos, cheguei a estar em 2º lugar esta noite passada, mas as mudanças no tempo não me ajudaram em nada, teria que fazer uma descida de emergência para o Sul, para depois continuar rumo ao cabo Horn. Acredito que cairia lá para 80 a 100, mas poderia recuperar na sequencia.
Contudo, infelizmente surgiram alguns problemas pessoais, e terei de viajar com urgência para São Paulo, e com certeza não terei acesso à Internet nos próximos dias. Assim, sou obrigado a abandonar esta etapa da Velux, que estava bastante interessante.
De qualquer jeito, quando puder dou uma entrada online para comentar como está o desenrolar da regata, e principalmente dos outros brasileiros participantes.
Espero poder participar da próxima etapa, além de outras regatas que virão este ano. Teremos novamente a Clipper Round The World e principalmente a Volvo Ocean Race. Bons ventos!
Contudo, infelizmente surgiram alguns problemas pessoais, e terei de viajar com urgência para São Paulo, e com certeza não terei acesso à Internet nos próximos dias. Assim, sou obrigado a abandonar esta etapa da Velux, que estava bastante interessante.
De qualquer jeito, quando puder dou uma entrada online para comentar como está o desenrolar da regata, e principalmente dos outros brasileiros participantes.
Espero poder participar da próxima etapa, além de outras regatas que virão este ano. Teremos novamente a Clipper Round The World e principalmente a Volvo Ocean Race. Bons ventos!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. Etapa, dia 6
Esta está sendo uma regata muito interessante, cheia de alternativas. Acertei ontem ao subir para o norte, mas o tempo está mudando rápido demais, de uma condição para outra em menos de 12 horas. Nunca vi tantas alternativas, tanto que a frota está completamente dispersa, num grande leque que abrange dos 60 graus aos 45 graus Sul. Como o cabo Horn está se aproximando, acho que logo teremos uma primeira definição, quando tudo se afunilar.
O BRA 1 está navegando agora em 7º lugar, mas infelizmente não vejo que consiga manter uma classificação tão boa, pois a mais recente previsão me desanimou muito. Eu esperava bons ventos para ir mais ao sul, entretanto... Não parece que irão vir. Acho que consigo passar o Horn entre os TOP 100, mas mesmo assim não vai ser fácil. Nenhuma regata destas é fácil. Tem gente boa demais no pedaço, pelo menos uns 200 a 300 skippers. E mais uma 400 que se a sorte ajudar, também chegam lá.
Eu praticamente abandonei o Ondazul. De vez em quando, quando lembro, apenas dou uma direção a ele e pronto. Impossível trabalhalr com dois barcos no nível de exigência que uma regata virtual exige. Tem de ser apenas um barco. Já sei disso, e chega na hora da regata, não resisto a colocar os dois barcos na raia... rsrs.
Então, daqui para a frente, o esforço é apenas no BRA 1, já que está melhor colocado, e tem melhor classificação nas outras duas pernas. Só vou precisar de calma amanhã quando ele começar a cair na classificação. Espero conseguir depois uma recuperação em 48 horas. Vamos ver se dá certo.
O BRA 1 está navegando agora em 7º lugar, mas infelizmente não vejo que consiga manter uma classificação tão boa, pois a mais recente previsão me desanimou muito. Eu esperava bons ventos para ir mais ao sul, entretanto... Não parece que irão vir. Acho que consigo passar o Horn entre os TOP 100, mas mesmo assim não vai ser fácil. Nenhuma regata destas é fácil. Tem gente boa demais no pedaço, pelo menos uns 200 a 300 skippers. E mais uma 400 que se a sorte ajudar, também chegam lá.
Eu praticamente abandonei o Ondazul. De vez em quando, quando lembro, apenas dou uma direção a ele e pronto. Impossível trabalhalr com dois barcos no nível de exigência que uma regata virtual exige. Tem de ser apenas um barco. Já sei disso, e chega na hora da regata, não resisto a colocar os dois barcos na raia... rsrs.
Então, daqui para a frente, o esforço é apenas no BRA 1, já que está melhor colocado, e tem melhor classificação nas outras duas pernas. Só vou precisar de calma amanhã quando ele começar a cair na classificação. Espero conseguir depois uma recuperação em 48 horas. Vamos ver se dá certo.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. Etapa, dia 5
Nunca vi barcos virtuais voando tão baixo como nestas ultimas horas. Ventos de 30 a 45 nós nesta região do sul do Pacífico, o mau tempo está brabo... Contudo, as coisas ficaram bem ruins para o grupo do sul, que foi ficando para trás de vez. O Ondazul BRA não tem mais nenhuma chance. Foi divertido, liderou o grupo de otimistas que desceram esperando por ventos que os levassem à vitória, mas isso não aconteceu. Estou já pensando em deixar o Ondazul simplesmente apontado para o Cabo Horn, e dedicar toda a atenção ao BRA 1.
Uma outra coisa importante ocorrendo é a indefinição do clima. Não está dando para confiar, nem predeterminar uma rota com segurança. O BRA 1 passou o dia entre 28º e 35º colocado, está muito bem. E eu tomei uma decisão importante agora de madrugada. Enquanto muitos pareçam interessados em descer mais ao sul (porque eu não sei, já que não vejo ventos por lá, pelo menos que valham a pena), resolvi subir para o norte. Tudo indica que os melhores ventos estarão por lá. Uma coisa tive certeza: até alguns skippers experientes utilizam o ZEZO (roteador disponível online). E esse instrumento está apontando para o sul. Só que eu não acredito nele.
O NShar3 é um que desceu com tudo, inexplicavelmente. Acho que volta, pois se continuar descendo, vai perder contato com os líderes. O Kundalini começou a descer mas quando viu que muitos não o seguiram, mudou de idéia. Mas acho que ele ainda vai querer descer. Deve estar navegando pelo ZEZO.
Enfim é isso. Com os vendavais no caminho, é bem possível que cheguemos ao cabo Horn até o início da próxima semana. Esta regata vai ser mais rápida do que eu imaginava. A ver.
Uma outra coisa importante ocorrendo é a indefinição do clima. Não está dando para confiar, nem predeterminar uma rota com segurança. O BRA 1 passou o dia entre 28º e 35º colocado, está muito bem. E eu tomei uma decisão importante agora de madrugada. Enquanto muitos pareçam interessados em descer mais ao sul (porque eu não sei, já que não vejo ventos por lá, pelo menos que valham a pena), resolvi subir para o norte. Tudo indica que os melhores ventos estarão por lá. Uma coisa tive certeza: até alguns skippers experientes utilizam o ZEZO (roteador disponível online). E esse instrumento está apontando para o sul. Só que eu não acredito nele.
O NShar3 é um que desceu com tudo, inexplicavelmente. Acho que volta, pois se continuar descendo, vai perder contato com os líderes. O Kundalini começou a descer mas quando viu que muitos não o seguiram, mudou de idéia. Mas acho que ele ainda vai querer descer. Deve estar navegando pelo ZEZO.
Enfim é isso. Com os vendavais no caminho, é bem possível que cheguemos ao cabo Horn até o início da próxima semana. Esta regata vai ser mais rápida do que eu imaginava. A ver.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. Etapa - dia 4
Que coisa! O Ondazul BRA só foi ultrapassado pela turma Norte às 17 horas. Ficou quase dois dias inteiros na lideração da regata e do bloco Sul de competidores. De qualquer modo, continuo sendo o líder da turma do sul com esse barco.
Percebi contundo, analisando as previsões, que daqui para a frente, somente a turma do norte terá chances. Então o que fazer? Abandonar o Ondazul BRA? Não, isso não. Resolvi arriscar uma tática bem radical, estou colocando o barco exatamente ao lado da linha de latitude 60 graus Sul, que é o limite navegável. Ali a probabilidade de se formar um temporal é bem razoável, e agora mesmo os ventos estão mais fortes aqui no Sul que no norte (eu chamo de norte os barcos que estão pelos 50 graus, como o BRA 1.
Enfim, o Ondazul BRA está no momento em 41º desde o final da tarde, sem variações, e o BRA 1 em 33º. Pelo menos tenho os dois barcos bem colocados, mesmo com táticas completamente diferentes. O risco de seguir junto dos 60 graus pode destruir a regata do Ondazul, mas como o meu barco principal nesta regata é o BRA 1, não tem porque não arriscar. Se não der certo, não perco nada.
Recebi dezenas de emails e centenas me adicionaram como "amigo". Sempre é assim quando a gente lidera. Já estive muitas vezes na liderança de regatas, mas isso não quer dizer absolutamente nada. Só vale liderar quando estamos nos últimos dois dias. Aí sim, a gente sabe que pode se dar bem. Por enquanto, continua muito cedo para se estimar seja o que for. O jeito é ir tentando se manter bem posicionado e entre os TOP 100. É meu objetivo sempre, finalizar entre os 100 melhores.
De vez em quando lembro e dou uma olhada na regata Barcelona World Race. Não me interessa mais, estou apenas apontando o barco no rumo da Cidade do Cabo quando consigo. Agora a pouco ele estava virado para a costa brasileira! rsrs. Assim não vai chegar nunca. Mesmo assim, está quase chegando entre os 10 mil primeiros.Acho que tem muita gente abandonando.
Percebi contundo, analisando as previsões, que daqui para a frente, somente a turma do norte terá chances. Então o que fazer? Abandonar o Ondazul BRA? Não, isso não. Resolvi arriscar uma tática bem radical, estou colocando o barco exatamente ao lado da linha de latitude 60 graus Sul, que é o limite navegável. Ali a probabilidade de se formar um temporal é bem razoável, e agora mesmo os ventos estão mais fortes aqui no Sul que no norte (eu chamo de norte os barcos que estão pelos 50 graus, como o BRA 1.
Enfim, o Ondazul BRA está no momento em 41º desde o final da tarde, sem variações, e o BRA 1 em 33º. Pelo menos tenho os dois barcos bem colocados, mesmo com táticas completamente diferentes. O risco de seguir junto dos 60 graus pode destruir a regata do Ondazul, mas como o meu barco principal nesta regata é o BRA 1, não tem porque não arriscar. Se não der certo, não perco nada.
Recebi dezenas de emails e centenas me adicionaram como "amigo". Sempre é assim quando a gente lidera. Já estive muitas vezes na liderança de regatas, mas isso não quer dizer absolutamente nada. Só vale liderar quando estamos nos últimos dois dias. Aí sim, a gente sabe que pode se dar bem. Por enquanto, continua muito cedo para se estimar seja o que for. O jeito é ir tentando se manter bem posicionado e entre os TOP 100. É meu objetivo sempre, finalizar entre os 100 melhores.
De vez em quando lembro e dou uma olhada na regata Barcelona World Race. Não me interessa mais, estou apenas apontando o barco no rumo da Cidade do Cabo quando consigo. Agora a pouco ele estava virado para a costa brasileira! rsrs. Assim não vai chegar nunca. Mesmo assim, está quase chegando entre os 10 mil primeiros.Acho que tem muita gente abandonando.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa - dia 3
Esta noite completamos 3 dias de regata, e como vocês podem ver no mapa do Google ao lado, os competidores dividiram-se em dois grupos. O primeiro saiu por leste, e o outro desceu para o sul. Agora estão navegando distanciados, e o meu Ondazul BRA lidera a regata desde as 10 horas da manhã de hoje. Mas acredito que amanhã, quando entrarem os ventos fortes que estão sendo esperados para a turma ao norte, o BRA 1 e muitos outros barcos devem ultrapassá-lo. De qualquer modo é bom estar na frente de todo a turma que optou pela navegação nas altas latitudes.
A ManyPlayers me escreveu novamente pedindo detalhes impossíveis de se obter sobre o problema que travou o BRA 1 por 20 minutos no primeiro dia de regata. Queriam print da página, horários exatos, etc, então respondi que o problema estava superado e que eu estava na luta de qualquer modo, para esquecerem. Ficou por isso mesmo.
Um detalhe interessante discutido no Forum francês, é que a rota pelo sul, por estar limitada aos 60 graus de latitude, é mais longa do que a escolhida por quem rumou leste na largada, apesar de se fosse em linha reta, a rota sul seria a melhor. De qualquer jeito, eu não desci o Ondazul BRA pelo sul achando que fosse mais perto, e sim porque no momento da largada os ventos nas altas latitudes prometiam muito. Mas pelo jeito, abrandaram muito...
Quem leu ontem meu blog, sabe que o BRA 1 esteve em 12º lugar no segundo dia, mas quando os ventos empurraram a turma de su, caiu para quase 200. Agora à noite já começou a recuperar. Vamos ver em que posição ficará quando a coisa se inverter novamente. Acho que estou indo muito bem com os dois barcos. É só não fazer novamente confusão e trocar as rotas dos dois, como fiz na segunda etapa! rsrs
A ManyPlayers me escreveu novamente pedindo detalhes impossíveis de se obter sobre o problema que travou o BRA 1 por 20 minutos no primeiro dia de regata. Queriam print da página, horários exatos, etc, então respondi que o problema estava superado e que eu estava na luta de qualquer modo, para esquecerem. Ficou por isso mesmo.
Um detalhe interessante discutido no Forum francês, é que a rota pelo sul, por estar limitada aos 60 graus de latitude, é mais longa do que a escolhida por quem rumou leste na largada, apesar de se fosse em linha reta, a rota sul seria a melhor. De qualquer jeito, eu não desci o Ondazul BRA pelo sul achando que fosse mais perto, e sim porque no momento da largada os ventos nas altas latitudes prometiam muito. Mas pelo jeito, abrandaram muito...
Quem leu ontem meu blog, sabe que o BRA 1 esteve em 12º lugar no segundo dia, mas quando os ventos empurraram a turma de su, caiu para quase 200. Agora à noite já começou a recuperar. Vamos ver em que posição ficará quando a coisa se inverter novamente. Acho que estou indo muito bem com os dois barcos. É só não fazer novamente confusão e trocar as rotas dos dois, como fiz na segunda etapa! rsrs
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. etapa - dia 2
Daqui a 3 horas e meia completam-se 2 dias da regata Wellington (Nova Zelândia) - Montevideo (Uruguai), a esperada terceira e mais complexa etapa da volta ao mundo em solitário conhecida atualmente como Velux 5 Oceans, a mais antiga regata de volta ao mundo com um único tripulante (mais informações, leia em http://www.maresenavegantes.com.br). E no mundo virtual, estou com o BRA 1 e o Ondazul BRA na luta.
Apesar do trauma sofrido com a súbita parada de BRA 1 por 20 minutos sem nenhum motivo, o que me custou umas 6 milhas em relação aos meus mais próximos concorrentes, meu barco apareceu ainda agora em 12º lugar, entre os quase 70 mil inscritos (na verdade, apenas 30 mil completaram a etapa anterior). Quem não leu sobre o problema, veja o post anterior.
A importância de se largar bem é uma das coisas mais fundamentais nas regatas oceânicas virtuais. Então, caprichei no início da prova, pois abrir uma vantagem sobre os demais logo no início dá uma tranquilidade maior para a sequência da regata. E tive uma ótima notícia hoje. A ManyPlayers, organizadora do evento, de quem tanto reclamei ontem pelo bug que travou meu barco, me enviou uma mensagem afirmando que estão investigando o ocorrido. Se me devolvesse agora as milhas perdidas, eu seria o líder da regata! Sim, larguei muito bem mesmo.
Mas não adianta sonhar, e tem milhares de milhas de mar virtual pela frente. Tenho que continuar no esforço total para conseguir chegar entre os TOP 100. Na etapa passada, estive perto disso (creio que chegaria entre 30 e 40 na classificação final, mas infelizmente aquela confusão que fiz entre meus dois barcos destruiu minhas chances, e o BRA 1 ficou em 114º.
Estou levando o Ondazul BRA, meu barco secundário nesta regata, pelo sul, onde alguns aventureiros foram tentar a sorte. Depois de um começo difícil, onde tive até de navegar para oeste (sentido contrário do destino), finalmente tenho vento a favor, e que vento! O Ondazul BRA está navegando a mais de 21 nós, em rajadas de 32 e 33 nós. E a pauleira vai continuar. O mau tempo está predominando em todo sul do Pacífico, e com isso acredito que esta regata de mais de 5 mil milhas vai terminar mais cedo do se que imaginava. Fiz uma simulação, é possível que no próximo dia 17 já estejamos chegando no cabo Horn.
Apesar do trauma sofrido com a súbita parada de BRA 1 por 20 minutos sem nenhum motivo, o que me custou umas 6 milhas em relação aos meus mais próximos concorrentes, meu barco apareceu ainda agora em 12º lugar, entre os quase 70 mil inscritos (na verdade, apenas 30 mil completaram a etapa anterior). Quem não leu sobre o problema, veja o post anterior.
A importância de se largar bem é uma das coisas mais fundamentais nas regatas oceânicas virtuais. Então, caprichei no início da prova, pois abrir uma vantagem sobre os demais logo no início dá uma tranquilidade maior para a sequência da regata. E tive uma ótima notícia hoje. A ManyPlayers, organizadora do evento, de quem tanto reclamei ontem pelo bug que travou meu barco, me enviou uma mensagem afirmando que estão investigando o ocorrido. Se me devolvesse agora as milhas perdidas, eu seria o líder da regata! Sim, larguei muito bem mesmo.
Mas não adianta sonhar, e tem milhares de milhas de mar virtual pela frente. Tenho que continuar no esforço total para conseguir chegar entre os TOP 100. Na etapa passada, estive perto disso (creio que chegaria entre 30 e 40 na classificação final, mas infelizmente aquela confusão que fiz entre meus dois barcos destruiu minhas chances, e o BRA 1 ficou em 114º.
Estou levando o Ondazul BRA, meu barco secundário nesta regata, pelo sul, onde alguns aventureiros foram tentar a sorte. Depois de um começo difícil, onde tive até de navegar para oeste (sentido contrário do destino), finalmente tenho vento a favor, e que vento! O Ondazul BRA está navegando a mais de 21 nós, em rajadas de 32 e 33 nós. E a pauleira vai continuar. O mau tempo está predominando em todo sul do Pacífico, e com isso acredito que esta regata de mais de 5 mil milhas vai terminar mais cedo do se que imaginava. Fiz uma simulação, é possível que no próximo dia 17 já estejamos chegando no cabo Horn.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans Virtual, a organização pisa na bola!
Que decepção!!!
Eu estava ansioso aguardando a terceira etapa da Velux, já que na primeira participei em equipe (e infelizmente não deu certo), na segunda cometi aquele erro infantil de trocar as programações dos barcos quando estava em 14º, então nesta queria caprichar. Mas a interface da regata...
O BRA 1 simplesmente travou, parou, ancorou, e fico ali paradinho por 20 minutos enquanto os outros barcos iam embora. Como se não bastasse, na vela, vento e TWA em que estava navegando deveria estar a 13,3 nós pelos polares do veleiro Eco60, mas quando voltou a navegar apareceu a 12,2 nós! Não, não existe tática, programação, nada que possa dar resultado desse modo. E não foi uma vez só. Várias vezes flaguei o veleiro em velocidade inferior à esperada, geralmente 1 nó a menos do que deveria. Enquanto isso, barcos ao lado navegavam normalmente na velocidade certa. No começo pensei que tivesse feito algo errado, até que entendi que era bug do jogo.
Por enquanto vou continuar a regata, ou melhor, vou até o fim, mas é um absurdo o que está acontecendo. Visitei o forum da MP, e descobri que não foi só comigo que os problemas aconteciam. Vários participantes reclamavam, xingavam, a coisa está feia. Até mesmo os franceses estão irritados, gente pedindo o dinheiro de volta. Mas a gota d'água ainda estava por vir.
De repente, um delírio total: um, dois, três barcos apareceram mais de 4 mil milhas na frente, já na América do Sul, como se tivessem motores de jatos intercontinentais, e classificados em 1º, 2º e 3º... Inacreditável. Fiz um print das janelas para mostrar...
Acho que essa empresa francesa está jogando uma mina de ouro no lixo. A Barcelona World Race já deve ter sido um golpe para eles, porque até hoje todas as regatas ficavam nas mãos de ManyPlayers. E a interface da Barcelona tem muitas novidades que prometem, embora ainda tenha muito o que melhorar. Além disso, a Volvo Ocean Race está levando todo jeito de que NÃO vai ficar com a ManyPlayers. Tomara, porque esses franceses estão pisando na bola demais... Espero que surja uma empresa mais competente e séria capaz de desenvolver uma interface de regatas à altura de seus praticantes.
Eu estava ansioso aguardando a terceira etapa da Velux, já que na primeira participei em equipe (e infelizmente não deu certo), na segunda cometi aquele erro infantil de trocar as programações dos barcos quando estava em 14º, então nesta queria caprichar. Mas a interface da regata...
![]() |
| Barcos a 4000 m na frente em 1 dia de regata!!! |
Por enquanto vou continuar a regata, ou melhor, vou até o fim, mas é um absurdo o que está acontecendo. Visitei o forum da MP, e descobri que não foi só comigo que os problemas aconteciam. Vários participantes reclamavam, xingavam, a coisa está feia. Até mesmo os franceses estão irritados, gente pedindo o dinheiro de volta. Mas a gota d'água ainda estava por vir.
![]() |
| Vejam onde estão os "líderes"... |
Acho que essa empresa francesa está jogando uma mina de ouro no lixo. A Barcelona World Race já deve ter sido um golpe para eles, porque até hoje todas as regatas ficavam nas mãos de ManyPlayers. E a interface da Barcelona tem muitas novidades que prometem, embora ainda tenha muito o que melhorar. Além disso, a Volvo Ocean Race está levando todo jeito de que NÃO vai ficar com a ManyPlayers. Tomara, porque esses franceses estão pisando na bola demais... Espero que surja uma empresa mais competente e séria capaz de desenvolver uma interface de regatas à altura de seus praticantes.
Começou a Velux 5 Oceans (terceira etapa)!
Ontem à noite, às 23:30 horas (do Brasil) foi dada a largada para a terceira etapa da Velux 5 Oceans. Como eu havia observado, o mau tempo está comendo solto nas altas latitudes do Pacífico Sul, tanto que a regata real parece que teve a largada adiada por motivo de segurança. Como na regata virtual os veleiros não afundam, vamos que vamos!
Eu não havia me dado conta do problema que é planejar uma navegação na altura do meridiano 180 graus, no Pacífico, que divide a Terra em Leste e Oeste... Foi impossível pegar um mapa meteorológico, pois o UGRIB somente aceita baixar previsões para Leste ou Oeste a partir do meridiano. O próprio VRTool enfrenta dificuldades, com a linha de rotas ou tracks sumindo nas proximidades dessa posição geográfica. Enfim, com isso, foi muito mais difícil decidir uma estratégia na largada. E para mim, uma boa largada define 50% de nossas chances numa regata.
Analisando meio que olhando de lado, sem muita precisão, considerei duas possibilidades: descer direto para o Sul, ou tentar uma rota por Leste. Acho que a rota pelo Sul é bem interessante, embora algumas ferramentas que uso me apontassem (com imprecisão) o rumo leste. Então, apesar de ter jurado não usar dois barcos novamente, decidi fazer essa loucura de novo. Apontei o BRA 1 para leste, e o Ondazul BRA para sul. Vamos ver quem chega primeiro...
Mas infelizmente já tive um problema inesperado e absurdo. O BRA 1, que estava muito bem posicionado, junto do NShar3 e à frente do SECE RKN, de repente, do nada, PAROU! Zero nós! Ancorado com a vela correta içada, rumo ideal... mas travou. Soube depois que teve um problema geral no servidor da ManyPlayers (a empresa publicou um pedido de desculpas no Forum), mas pelo que percebi, meu barco foi o único afetado, ou um dos poucos que sofreram com o problema. Perdi 20 minutos, minha programação, uma cambagem que era para ser realizada naquele exato momento, e com tudo isso, simplesmente fiquei bem para trás da turma.
Evidentemente fiquei bem irritado, e decidi mudar minha estratégia, já que se continuasse como programado, irei simplesmente ficar na esteira de muita gente. Arrisquei ir mais para Leste, e até subir um pouco no rumo 89 graus. Em alguma momento terei de descer, mas quem sabe surge alguma chance de fazer isso sem perder muito. Ok, tem muito tempo ainda e muita água virtual pela frente, mas largar bem sempre foi meu forte, e é importantíssimo para tentar uma vitória. Uma lástima o que aconteceu. Quando a gente erra, tudo bem, por mais que seja desagradável fazer uma bobagem, mas a própria estrutura do game falhar e te prejudicar é muito pior...
Por essas coisas, esses erros e problemas seguidos com servidores e interface do game que tem acontecido nas últimas regatas, que a ManyPlayers está aos poucos perdendo espaço no mundo das regatas virtuais. A Barcelona World Race foi a primeira grande regata a não usar a simulação da MP, e pelo que tenho lido, a Volvo Ocean Race também vai cair fora, construindo sua própria simulação. Se continuar assim, a MP vai minguar, e se tornar somente uma simulação de regatas local, para franceses...
Eu não havia me dado conta do problema que é planejar uma navegação na altura do meridiano 180 graus, no Pacífico, que divide a Terra em Leste e Oeste... Foi impossível pegar um mapa meteorológico, pois o UGRIB somente aceita baixar previsões para Leste ou Oeste a partir do meridiano. O próprio VRTool enfrenta dificuldades, com a linha de rotas ou tracks sumindo nas proximidades dessa posição geográfica. Enfim, com isso, foi muito mais difícil decidir uma estratégia na largada. E para mim, uma boa largada define 50% de nossas chances numa regata.
Analisando meio que olhando de lado, sem muita precisão, considerei duas possibilidades: descer direto para o Sul, ou tentar uma rota por Leste. Acho que a rota pelo Sul é bem interessante, embora algumas ferramentas que uso me apontassem (com imprecisão) o rumo leste. Então, apesar de ter jurado não usar dois barcos novamente, decidi fazer essa loucura de novo. Apontei o BRA 1 para leste, e o Ondazul BRA para sul. Vamos ver quem chega primeiro...
Mas infelizmente já tive um problema inesperado e absurdo. O BRA 1, que estava muito bem posicionado, junto do NShar3 e à frente do SECE RKN, de repente, do nada, PAROU! Zero nós! Ancorado com a vela correta içada, rumo ideal... mas travou. Soube depois que teve um problema geral no servidor da ManyPlayers (a empresa publicou um pedido de desculpas no Forum), mas pelo que percebi, meu barco foi o único afetado, ou um dos poucos que sofreram com o problema. Perdi 20 minutos, minha programação, uma cambagem que era para ser realizada naquele exato momento, e com tudo isso, simplesmente fiquei bem para trás da turma.
Evidentemente fiquei bem irritado, e decidi mudar minha estratégia, já que se continuasse como programado, irei simplesmente ficar na esteira de muita gente. Arrisquei ir mais para Leste, e até subir um pouco no rumo 89 graus. Em alguma momento terei de descer, mas quem sabe surge alguma chance de fazer isso sem perder muito. Ok, tem muito tempo ainda e muita água virtual pela frente, mas largar bem sempre foi meu forte, e é importantíssimo para tentar uma vitória. Uma lástima o que aconteceu. Quando a gente erra, tudo bem, por mais que seja desagradável fazer uma bobagem, mas a própria estrutura do game falhar e te prejudicar é muito pior...
Por essas coisas, esses erros e problemas seguidos com servidores e interface do game que tem acontecido nas últimas regatas, que a ManyPlayers está aos poucos perdendo espaço no mundo das regatas virtuais. A Barcelona World Race foi a primeira grande regata a não usar a simulação da MP, e pelo que tenho lido, a Volvo Ocean Race também vai cair fora, construindo sua própria simulação. Se continuar assim, a MP vai minguar, e se tornar somente uma simulação de regatas local, para franceses...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Velux 5 Oceans, 3a. Etapa - Começa amanhã...
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| Os veleiros aguardando a hora de desafiarem o Horn... |
A notícia importante é que a 3a. etapa da Velux 5 Oceans, um dos trechos mais desafiadores seja para uma regata real como virtual, começa para nós brasileiros amanhã, dia 5, às 23:30 horas (para os europeus e franceses, a regata tem início às 2:30 horas do dia 6). O trajeto vai da Nova Zelândia (Wellington) à Montevidéu (Uruguai), pelo Pacifico Sul, dobrando o Cape Horn e subindo a costa da Argentina até o Uruguai. Para quem não sabe, o Cabo Hornos (ou Cape Horn) é lugar mais assustador do planeta para os marinheiros, o grande desafio que todos sonham vencer algum dia. Todos os ventos do planeta vem ali se reunir, em águas relativamente rasas, levantando ondas monstruosas. Mas nem todo dia é assim de festa, vez por outra algum marinheiro decepcionado passa por ali com as velas de seu barco panejando por falta de vento....
Contudo, nesta perna, ninguém poderá reclamar. As previsões falam de ventos de quase 30 nós na largada, crescendo nos dias seguintes para 30, 40 e até 50 nós! Felizmente o mar virtual é plano, sem ondas, os barcos apenas aproveitam esses ventos furiosos para ganhar mais velocidade. No mundo real, será uma luta pela sobrevivência pelos valentes marinheiros que participam desta regata... Acho isso injusto. Os programadores precisam desenvolver melhor o mar virtual, colocando ondas, rizos nas velas, possibilidade de capotagens e, por que não, naufrágios? Mas deve ser apenas questão de tempo. Acho que logo teremos isso também. Ai vai ficar mais divertido.
Estou aguardando a vinda das previsões de amanhã para começar a traçar minha rota. Já tenho uma idéia, ou duas, para estabelecer uma estratégia. Acho que dobraremos o cabo Horn em tempo recorde... E que a regata só se definirá na subida da costa argentina. Quem escolher o melhor rumo depois das Falklands/Malvinas, vencerá a etapa. A ver.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Adeus à Barcelona World Race!
Fernando de Noronha já ficou para trás, o Curupira VIII agora navega ao largo de nossa costa, no través do Rio Grande do Norte. Os ventos alísios chegaram, mas sopram fracos e de sudeste, então estamos numa orça em TWA de 60 graus. Quando abri a interface do game agora há pouco, uma surpresa desagradável - ao invés de manter dos esperados 8 nós de velocidade, estávamos à 6 nós... Por que? O tal "piloto automático" não mudou as velas como deveria. Então, nas últimas horas perdi terreno em relação aos barcos que tenho como referência.
Realmente, é muito interessante a simulação de regata criada pelos organizadores da Barcelona World Race, mas em certos aspectos deixa muito a desejar. Por exemplo, a gente não tem como calcular a distância a ser percorrida até a próxima atualização de ventos, já que os ventos são variáveis em todo o trajeto, e nenhuma ferramenta foi incorporada para tornar isso possível. Assim, como colocar um waypoint para mudança automática de rumo e velas conforme a previsão? Outro problema, as previsões vão de 0 a 6 horas, 12, depois 24 e 48. Por que esses intervalos? Por que não 0, 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42 e 48?
Os recursos de piloto automáticos são bem infelizes. Se vou colocar um waypoint para daqui a dois dias, como é que vou saber qual vela içar?!? Deveriam divulgar, como na VORG, uma planilha com velocidades de ventos e velas ideais de acordo com os polares. Ao invés disso, apenas visualmente é possível saber qual os polares mais indicados para cada vela, coisa que não adianta em nada se não soubermos que ventos e ângulos teremos daqui a dois dias...
Isso entre outras fraquezas do programa de navegação. Estou colocando estas críticas porque vou viajar amanhã, e ficarei 48 horas pelo menos sem conexão. Então pensei em colocar um rumo em waypoints, mas me deparei com esses problemas citados acima. Na verdade, tudo o que posso fazer é algo estimado, com certeza muito longe do ideal, apenas para não abandonar a regata. Tenho certeza de que vou ficar muito para trás em relação aos barcos que estava monitorando para ter idéia do meu desempenho. Até aqui, estava superando aos poucos todos os barcos que adicionava como amigos, mas agora tenho que esquecer meu perfeicionismo. A Barcelona World Race não permite isso. Nesse ponto, as regatas da ManyPlayers permitem estimativas e recursos bem melhores. Se ainda online perdi um monte de tempo com vela errada pois o automático simplesmente não trocou as velas, imagino onde o Curupira VIII vai estar quando retornar de viagem...
Então, hoje me despeço da BWR pelo menos por dois dias, talvez em definitivo. Se minha navegação por waypoints fracassar pelas limitações do programa, vou deixar para lá minha primeira experiência em regatas virtuais oceânicas fora VirtualRegatta. Balanço da participação:
Curupira VIII largou dia 12 de janeiro, foi o 24.011º barco a deixar o porto, bem atrasado ( alargada foi em 31 de dezembro). Deixei o Mediterrâneo para trás em 13.432º, e atravessei o Equador ontem em 11.782º. Contudo, eu creio que já esteja posicionado entre os 10 mil primeiros, pois com certeza deve ter muita gente navegando ao largo da África, numa rota totalmente equivocada (mas que por enquanto é mais próxima da África do Sul, por isso aparecem melhor posicionados). O Curupira VIII já percorreu 3.254,7 milhas marítimas até agora, dia 1 de fevereiro. Mais milhagem em meu currículo de regatas virtuais...rsrs (tenho uma volta ao mundo completa, uma parcial, e várias regatas de pequeno percurso realizadas, acho que já tenho entre 50 mil e 60 mil milhas virtuais percorridas).
Então, até o retorno de São Paulo, lá para sexta-feira. Vamos ver onde estará o Curupira VIII, navegando sem tripulantes... De qualquer modo, estou abandonando esta regata. No domingo começa a terceira etapa da Velux 5 Oceans - minha prioridade no momento.
Realmente, é muito interessante a simulação de regata criada pelos organizadores da Barcelona World Race, mas em certos aspectos deixa muito a desejar. Por exemplo, a gente não tem como calcular a distância a ser percorrida até a próxima atualização de ventos, já que os ventos são variáveis em todo o trajeto, e nenhuma ferramenta foi incorporada para tornar isso possível. Assim, como colocar um waypoint para mudança automática de rumo e velas conforme a previsão? Outro problema, as previsões vão de 0 a 6 horas, 12, depois 24 e 48. Por que esses intervalos? Por que não 0, 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42 e 48?
Os recursos de piloto automáticos são bem infelizes. Se vou colocar um waypoint para daqui a dois dias, como é que vou saber qual vela içar?!? Deveriam divulgar, como na VORG, uma planilha com velocidades de ventos e velas ideais de acordo com os polares. Ao invés disso, apenas visualmente é possível saber qual os polares mais indicados para cada vela, coisa que não adianta em nada se não soubermos que ventos e ângulos teremos daqui a dois dias...
Isso entre outras fraquezas do programa de navegação. Estou colocando estas críticas porque vou viajar amanhã, e ficarei 48 horas pelo menos sem conexão. Então pensei em colocar um rumo em waypoints, mas me deparei com esses problemas citados acima. Na verdade, tudo o que posso fazer é algo estimado, com certeza muito longe do ideal, apenas para não abandonar a regata. Tenho certeza de que vou ficar muito para trás em relação aos barcos que estava monitorando para ter idéia do meu desempenho. Até aqui, estava superando aos poucos todos os barcos que adicionava como amigos, mas agora tenho que esquecer meu perfeicionismo. A Barcelona World Race não permite isso. Nesse ponto, as regatas da ManyPlayers permitem estimativas e recursos bem melhores. Se ainda online perdi um monte de tempo com vela errada pois o automático simplesmente não trocou as velas, imagino onde o Curupira VIII vai estar quando retornar de viagem...
Então, hoje me despeço da BWR pelo menos por dois dias, talvez em definitivo. Se minha navegação por waypoints fracassar pelas limitações do programa, vou deixar para lá minha primeira experiência em regatas virtuais oceânicas fora VirtualRegatta. Balanço da participação:
Curupira VIII largou dia 12 de janeiro, foi o 24.011º barco a deixar o porto, bem atrasado ( alargada foi em 31 de dezembro). Deixei o Mediterrâneo para trás em 13.432º, e atravessei o Equador ontem em 11.782º. Contudo, eu creio que já esteja posicionado entre os 10 mil primeiros, pois com certeza deve ter muita gente navegando ao largo da África, numa rota totalmente equivocada (mas que por enquanto é mais próxima da África do Sul, por isso aparecem melhor posicionados). O Curupira VIII já percorreu 3.254,7 milhas marítimas até agora, dia 1 de fevereiro. Mais milhagem em meu currículo de regatas virtuais...rsrs (tenho uma volta ao mundo completa, uma parcial, e várias regatas de pequeno percurso realizadas, acho que já tenho entre 50 mil e 60 mil milhas virtuais percorridas).
Então, até o retorno de São Paulo, lá para sexta-feira. Vamos ver onde estará o Curupira VIII, navegando sem tripulantes... De qualquer modo, estou abandonando esta regata. No domingo começa a terceira etapa da Velux 5 Oceans - minha prioridade no momento.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Curupira VIII, já no hemisfério Sul
Ontem à noite atravessamos a linha do Equador, num rumo Sul a quase 10 nós. Os ventos estão fracos, e assim permaneceram até esta noite, entre 5 e 7 nós. Como estamos agora a apenas 200 milhas de Fernando de Noronha, os alísios devem estar muito próximos. Acredito que dentro de mais um dia, entraremos em ventos mais fortes, embora inicialmente obrigando nos obrigando a orçar.
Estive analisando a meteorologia para as próximas 72 horas, e as perspectivas não estão boas, com os alísios soprando fracos, por volta de 8 a 14 nós no máximo. Está difícil decidir qual o melhor momento para entrar na rota da Cidade do Cabo. Por todo o Atlântico Sul, temos ventos fracos e tempo inconstante. Na dúvida continuarei descendo por volta da longitude 30 graus, esperando uma definição das condições atmosféricas. Acho que antes da Bahia não vai dar para estabelecer nenhuma estratégia final para a África do Sul. O jeito vai ser continuar descendo com o rumo o mais perto dos 180 graus possível.
Infelizmente hoje surgiu um problema de saúde, se eu não melhorar até amanhã à noite, serei obrigado a viajar para Sâo Paulo para tratamento. Se for assim, o jeito vai ser estabelecer waypoints por umas 400 milhas ou mais, e deixar o barco seguir sozinho. Longe do ideal, mas pelo menos será uma tentativa de continuar. Sinceramente, espero melhorar amanhã. Vamos ver.
Estive analisando a meteorologia para as próximas 72 horas, e as perspectivas não estão boas, com os alísios soprando fracos, por volta de 8 a 14 nós no máximo. Está difícil decidir qual o melhor momento para entrar na rota da Cidade do Cabo. Por todo o Atlântico Sul, temos ventos fracos e tempo inconstante. Na dúvida continuarei descendo por volta da longitude 30 graus, esperando uma definição das condições atmosféricas. Acho que antes da Bahia não vai dar para estabelecer nenhuma estratégia final para a África do Sul. O jeito vai ser continuar descendo com o rumo o mais perto dos 180 graus possível.
Infelizmente hoje surgiu um problema de saúde, se eu não melhorar até amanhã à noite, serei obrigado a viajar para Sâo Paulo para tratamento. Se for assim, o jeito vai ser estabelecer waypoints por umas 400 milhas ou mais, e deixar o barco seguir sozinho. Longe do ideal, mas pelo menos será uma tentativa de continuar. Sinceramente, espero melhorar amanhã. Vamos ver.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Atravessando o Equador
Estou a algumas horas da travessia da linha do Equador. Os ventos, evidentemente, cairam para 5, 6 nós, estão muito fracos nesta área. O Curupira VIII agora navega a apenas 6,2 nós no rumo sudoeste (estou tentando me posicionar onde devem prevalecer ventos um pouco melhores). Enquanto isso, os líderes virtuais, Philou33 RKN e Kibol, estão muito próximos de ultrapassarem o portal da Cidade do Cabo...
Descobri que mesmo tendo largado numa completa calmaria pelo Mediterrâneo, o Curupira VIII foi posicionado em 5.782º. Uma classificação até honrosa entre 26 mil participantes oficiais, lembrando que muita gente largou com ventos fortes, completando a etapa do Mediterrâneo em pouco mais de um dia.
Como a regata Barcelona World Race é sem escalas, quem largou atrasado não tem a mínima chance (eu por exemplo deixei o porto 12 dias atrasado, pois não tinha conhecimento deste evento). O problema para os organizadores é que muita gente, como eu, ficou sabendo com atraso da regata, e quis participar. Só que ao invés de tentar posicionar os retardatários largando em posições a determinadas milhas dos líderes (como é feito nas regatas da MP), a organização optou por fazer todos largarem do porto inicial. O resultado é total desmotivação. Tentaram corrigir isso dando premiação pelo tempo que o barco leva para vencer determinado trecho da regata. Mas não faz sentido essa solução dos organizadores, pois os barcos partem em dias diferentes, com condições climáticas diversas. O Philou 33 RKN que está liderando na geral, por exemplo, levou 3 dias, quase 4, para vencer o Mediterrâneo, e já tem gente que fez o percurso em 1 dia! Não tem o mínimo sentido.
Nesta região de calmarias, devo gastar alguns dias para chegar na altura de Fernando de Noronha, onde estão os alísios. Estou pensando em deixar o barco simplesmente no piloto automático rumo Sul e voltar a dar uma olhada na regata daqui a uns dias. Difícil se sentir motivado numa regata onde praticamente nenhum objetivo é possível. Somente o avanço na classificação é interessante, já estou em 11.800, mas acho que isso é mais por abandono da maioria dos competidores, que não tem mais motivação para continuar... Daqui a alguns dias terá início a terceira etapa da Velux 5 Oceans, então vai ficar difícil mesmo continuar na BWR
Descobri que mesmo tendo largado numa completa calmaria pelo Mediterrâneo, o Curupira VIII foi posicionado em 5.782º. Uma classificação até honrosa entre 26 mil participantes oficiais, lembrando que muita gente largou com ventos fortes, completando a etapa do Mediterrâneo em pouco mais de um dia.
Como a regata Barcelona World Race é sem escalas, quem largou atrasado não tem a mínima chance (eu por exemplo deixei o porto 12 dias atrasado, pois não tinha conhecimento deste evento). O problema para os organizadores é que muita gente, como eu, ficou sabendo com atraso da regata, e quis participar. Só que ao invés de tentar posicionar os retardatários largando em posições a determinadas milhas dos líderes (como é feito nas regatas da MP), a organização optou por fazer todos largarem do porto inicial. O resultado é total desmotivação. Tentaram corrigir isso dando premiação pelo tempo que o barco leva para vencer determinado trecho da regata. Mas não faz sentido essa solução dos organizadores, pois os barcos partem em dias diferentes, com condições climáticas diversas. O Philou 33 RKN que está liderando na geral, por exemplo, levou 3 dias, quase 4, para vencer o Mediterrâneo, e já tem gente que fez o percurso em 1 dia! Não tem o mínimo sentido.
Nesta região de calmarias, devo gastar alguns dias para chegar na altura de Fernando de Noronha, onde estão os alísios. Estou pensando em deixar o barco simplesmente no piloto automático rumo Sul e voltar a dar uma olhada na regata daqui a uns dias. Difícil se sentir motivado numa regata onde praticamente nenhum objetivo é possível. Somente o avanço na classificação é interessante, já estou em 11.800, mas acho que isso é mais por abandono da maioria dos competidores, que não tem mais motivação para continuar... Daqui a alguns dias terá início a terceira etapa da Velux 5 Oceans, então vai ficar difícil mesmo continuar na BWR
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Navegando na zona equatorial
O Curupira VIII já entrou na zona equatorial, e deve ultrapassar a linha do Equador em mais um dia de navegação. Foram 3.046,8 milhas percorridas deste Barcelona, sendo 2.417,1 milhas no Atlântico Norte. Todas os grupos de ilhas ao largo da África estão para trás - Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Os ventos voltaram a ser generosos, entre 10 e 15 nós nas últimas 12 horas. Esta noite estão um pouco mais fracos, entre 8 e 10 nós, mas o Curupira VIII continua navegando numa média de 10 nós, com ventos de través. Pelas previsões, a navegação vai continuar sendo tranquila, embora tenhamos com certeza ventos mais fracos na linha do Equador - mas não parece que teremos as famosas calmarias.
Em termos de classificação, agora estamos em 12.242, e acho que é provável estarmos entre 11 e 12 mil ao chegarmos no Atlântico Sul. É muita gente participando desta regata, e encontro sempre barcos navegando errado nas proximidades (provavelmente abandonados). Eu mesmo não sei até quando poderia continuar nesta regata, que é longa demais.Na semana que vem parece que terei uma viagem a realizar,e a única coisa que poderei fazer será estabelecer waypoints que abranjam vários dias de navegação, deixando na vela automática...
Os ventos voltaram a ser generosos, entre 10 e 15 nós nas últimas 12 horas. Esta noite estão um pouco mais fracos, entre 8 e 10 nós, mas o Curupira VIII continua navegando numa média de 10 nós, com ventos de través. Pelas previsões, a navegação vai continuar sendo tranquila, embora tenhamos com certeza ventos mais fracos na linha do Equador - mas não parece que teremos as famosas calmarias.
Em termos de classificação, agora estamos em 12.242, e acho que é provável estarmos entre 11 e 12 mil ao chegarmos no Atlântico Sul. É muita gente participando desta regata, e encontro sempre barcos navegando errado nas proximidades (provavelmente abandonados). Eu mesmo não sei até quando poderia continuar nesta regata, que é longa demais.Na semana que vem parece que terei uma viagem a realizar,e a única coisa que poderei fazer será estabelecer waypoints que abranjam vários dias de navegação, deixando na vela automática...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
No través de Cabo Verde
Últimas 24 horas não foram boas para o Curupira VIII. Ontem eu não consegui conectar na hora da mudança de vento, então o barco foi por 2 horas em rumo errado. Depois, os ventos começaram a perder intensidade, indo de 10 /15 nós para 8/10 nós. Mesmo assim, estamos já no través das ilhas de Cabo Verde, com 2.583 milhas desde Barcelona e cerca de 1.953 milhas percorridas no Atlântico.
Os líderes virtuais no momento estão em situação complicada, em calmria total, navegando a 1, 2 nós.... Mas em 48 horas no máximo, devem entrar nos ventos "roaring forties", e começar a navegar com rapidez para leste. Enquanto isso, os líderes na real, o Virbac Paprec 3 e Foncia, estão muito bem, quase entrando no portal da Cidade do Cabo.
Alcancei o meu amigo Dave, do Hirilonde, que deve ter largado de um a dois dias antes de mim. Mas isso não quer dizer nada, pois estamos entrando na região dos Doldrums, e tudo pode acontecer nos próximos dias. Penso que o Curupira VIII pode levar ainda quase uma semana para conseguir chegar aos alísios no Atlântico Sul. Muita paciência, se querem saber. Estou quase abandonando esta regata que não leva a coisa alguma, é apenas um treino para as mais sérias que se aproximam...Ou seja, mais um treinio para a VOR.
Os líderes virtuais no momento estão em situação complicada, em calmria total, navegando a 1, 2 nós.... Mas em 48 horas no máximo, devem entrar nos ventos "roaring forties", e começar a navegar com rapidez para leste. Enquanto isso, os líderes na real, o Virbac Paprec 3 e Foncia, estão muito bem, quase entrando no portal da Cidade do Cabo.
Alcancei o meu amigo Dave, do Hirilonde, que deve ter largado de um a dois dias antes de mim. Mas isso não quer dizer nada, pois estamos entrando na região dos Doldrums, e tudo pode acontecer nos próximos dias. Penso que o Curupira VIII pode levar ainda quase uma semana para conseguir chegar aos alísios no Atlântico Sul. Muita paciência, se querem saber. Estou quase abandonando esta regata que não leva a coisa alguma, é apenas um treino para as mais sérias que se aproximam...Ou seja, mais um treinio para a VOR.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ao norte de Cabo Verde
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| Simulador mostra chuva, vento de 13 nós, com a velocidade do Curupira VIII em 12,90 nós, spynnaker aberto |
Como voces podem ver na imagem da simulação da BWR, o tempo está feio, mas os ventos continuam favoráveis, e sempre entre 10 e 15 nós. Ou seja, estamos descendo muito bem, ainda em sudoeste. A transição para mim começa nas próximas 6 horas, quando irei aproar direto para sul, ou sul-sudeste. Como planejado. Um barco, o CJS, é o único que se mantém sempre perto do Curupira VIII, embora eu o tenha ultrapassado. O cara é bom skipper, mandei uma mensagem, ele também participa das regatas da MP. Sem dúvida, a experiência na MP ajuda mesmo em qualquer tipo de simulação. Interessante, meu barco já aparece em 12.800 na classificação, mesmo eu tendo me afastado bastante da costa da África, para oeste. Eu havia entrado no Mediterrâneo aproximadamente em 13.800, depois o barco caiu quase para 15 mil com minha estratégia, que agora começa a dar resultados.
O Philou33 RKN continua na briga pela liderança entre os virtuais, enquanto o Paprec 3 e o Foncia lutam para cheger em primeiro ao Cabo da Boa Esperança. Os líderes entre os virtuais estão presos num vento fraco e contrario, navegando a 3, 4 nós, já tem uns dois dias. Muito bom isso! Não vou tirar uma desvantagem de 12 dias nunca, mas vou ficar bem mais perto (espero)...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Ilha da Cabo Verde está próxima
O Curupira VIII está se aproximando das ilhas de Cabo Verde, e continuo navegando num rumo su-sudoeste (hoje em 208 graus verdadeiros). Devo passar por fora desse arquipélago, e logo em seguida, mudar o rumo para Sul. Marquei vários barcos que navegavam em frente ao meu nos últimos dias, e todos ficaram para trás. Hoje remarquei novos barcos que vão à frente, para ver no que dá. É só para distrair, porque na verdade, em qualquer regata descendo da Europa para Cidade do Cabo, o que define é a estratégia final, no Atlântico Sul.
Por exemplo, na regata real, os barcos Foncia e Paprec 3 que vinha liderando, sofreram danos e pararam em Recife numa escala técnica para reparos. Foram ultrapassados por 3 ou 4 barcos, mas quando largaram novamente, por incrível que pareça, acabaram ultrapassando a todos e hoje lideram com incrível folga, por terem descido mais ao sul, numa rota mais longa. A explicação é que pegaram carona numa frente fria e navegaram a mais de 20 nós de média diária, enquanto o restante da frota ficou em torno de 8 nós de média...
Por falar em regatas, uma pena que a Cape Town - Rio, que está acontecendo agora, seja uma das poucas grandes regatas do mundo da vela oceânica que ainda não conta com uma versão virtual. A organização dessa tradicional prova de vela ainda não percebeu, pelo jeito, a importância da vela virtual casada com a real no marketing e divulgação de uma regata...
Desde a ilha da Madeira, o Curupira VIII está navegando numa velocidade constante ao redor do 10 nós e na direção certa. Com isso, tem avançado muito bem, nesta região que costuma ter ventos bem imprevisíveis, e já percorrreu mais de 2 mil milhas desde Barcelona. Deve continuar assim até Cabo Verde, quando desço em busca dos alísios do Atlântico Sul. Espero que meu barco possa vencer esta região de calmarias (Doldrums, como a chamam os ingleses) sem prejuizos, já tive prejuízos bastantes lá no Mediterrâneo.
Por exemplo, na regata real, os barcos Foncia e Paprec 3 que vinha liderando, sofreram danos e pararam em Recife numa escala técnica para reparos. Foram ultrapassados por 3 ou 4 barcos, mas quando largaram novamente, por incrível que pareça, acabaram ultrapassando a todos e hoje lideram com incrível folga, por terem descido mais ao sul, numa rota mais longa. A explicação é que pegaram carona numa frente fria e navegaram a mais de 20 nós de média diária, enquanto o restante da frota ficou em torno de 8 nós de média...
Por falar em regatas, uma pena que a Cape Town - Rio, que está acontecendo agora, seja uma das poucas grandes regatas do mundo da vela oceânica que ainda não conta com uma versão virtual. A organização dessa tradicional prova de vela ainda não percebeu, pelo jeito, a importância da vela virtual casada com a real no marketing e divulgação de uma regata...
Desde a ilha da Madeira, o Curupira VIII está navegando numa velocidade constante ao redor do 10 nós e na direção certa. Com isso, tem avançado muito bem, nesta região que costuma ter ventos bem imprevisíveis, e já percorrreu mais de 2 mil milhas desde Barcelona. Deve continuar assim até Cabo Verde, quando desço em busca dos alísios do Atlântico Sul. Espero que meu barco possa vencer esta região de calmarias (Doldrums, como a chamam os ingleses) sem prejuizos, já tive prejuízos bastantes lá no Mediterrâneo.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Vejam a interface 3D da BWR
Eu gravei o "Curupira VIII" virtual na Barcelona World Race, para quem ainda não conhece. A interface do game se alterna entre 3D e mapa para navegação. Na inteface 3D, se você está perto de terra (ilha ou continente), numa distância suficiente para avistá-la, verá o contorno correto da costa (proporcionado pelo Google). Se estiver chovendo onde o barco estiver navegando, estará chovendo também na interface. Tudo muito realista. O mar também fica mais manso ou bravo conforme a situação real. Incrível isso. E deve melhorar muito num futuro próximo...
BRW, passando pelas ilhas Canárias
Deu certo forçar um pouco para oeste, já que hoje fiquei com bom vento de través empopado, navegando num TWA de 110 graus (a quase 10 nós de velocidade, num vento de 8 nós). E agora quando mudarem os ventos, de tarde,estarei novamente num bom ângulo de vento, descendo sudoeste. O barco americano Hirilonde, velho conhecido das regatas virtuais, ficou mais para leste, e com isso se deu mal nestas últimas 12 horas, com vento de proa. Minha posição atual é 27 13' N e 24 24W. Já percorri 1.247,6 milhas pelo Atlântico, e 1.877,4 milhas no total.
As ilhas Canárias estão à leste, já ficaram bem para trás, a 320 milhas. Na verdade, passei a mais de 250 milhas por fora (oeste) desse grupo de ilhas. Pelo mapa percebo que muitos skippers decidiram navegar junto a elas, ou a leste, entre as ilhas e a África. Quem fez isso está com vento forte de proa perto das ilhas, e quem já desceu mais para o sul, entrou em ventos fracos, de 5 a 6 nós.
Pronto, mudaram os ventos...
Meu plano é continuar no rumo sudoeste. Estou navegando agora no rumo verdadeiro 212, em 140 TWA, com ventos de 11,24 nós, singrando a 10,19 nós. Até às 21 horas teremos vento constante entre 11,3 e 12,3 nós. E a previsão para esta noite é do vento aumentar para 13 a 15 nós. Está bom demais. Devo estar passando muita gente... Esta costuma ser uma área de calmaria, mas eu escolhi uma rota muito boa até agora. Se continuar assim, quando eu chegar lá pelas 18 N e 30 W, passo a descer direto Sul rumo à costa brasileiras e aos alísios.
As ilhas Canárias estão à leste, já ficaram bem para trás, a 320 milhas. Na verdade, passei a mais de 250 milhas por fora (oeste) desse grupo de ilhas. Pelo mapa percebo que muitos skippers decidiram navegar junto a elas, ou a leste, entre as ilhas e a África. Quem fez isso está com vento forte de proa perto das ilhas, e quem já desceu mais para o sul, entrou em ventos fracos, de 5 a 6 nós.
Pronto, mudaram os ventos...
Meu plano é continuar no rumo sudoeste. Estou navegando agora no rumo verdadeiro 212, em 140 TWA, com ventos de 11,24 nós, singrando a 10,19 nós. Até às 21 horas teremos vento constante entre 11,3 e 12,3 nós. E a previsão para esta noite é do vento aumentar para 13 a 15 nós. Está bom demais. Devo estar passando muita gente... Esta costuma ser uma área de calmaria, mas eu escolhi uma rota muito boa até agora. Se continuar assim, quando eu chegar lá pelas 18 N e 30 W, passo a descer direto Sul rumo à costa brasileiras e aos alísios.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ilha da Madeira fica para trás
Mais um dia de regata Barcelona World Race. Como tenho dificuldade de largar uma regata depois que começo... rsrs. Eu não deveria estar participando, já que o Curupira VIII largou 12 dias depois do início oficial da regata, e depois fiquei num Mediterrâneo sem vento algum, com o barco se arrastando. Dez dias para vencer pouco mais de 600 milhas... Acho que a média de velocidade foi algo por volta de 3, 4 nós...
Agora, estou passando pela latitude da ilha da Madeira. Os ventos são fracos, mas contantes, entre 6 e 12 nós. Devem melhorar amanhã, e estou forçando uma orça para oeste, em busca de ventos que prometem dar um bom impulso para o litoral brasileiro. Se conseguir passar por essa zona equatorial sem calmarias, chegando aos alísios de NE da nossa costa, terei condições de chegar em no máximo 20 dias na Cidade do Cabo. Acredito que o Curupira VIII, se eu tiver paciência de continuar nessa regata, pode chegar lá na Africa do Sul entre os 7 mil e 10 mil na classificação. Talvez até melhor.
O Philou33RKN assumiu a liderança. Isso mostra uma coisa simples: os melhores skippers das regatas virtuais da ManyPlayers serão os melhores em qualquer simulação de regatas oceânicas. Acho incrível isso. Não existem mais de 200 skippers em condições de vencer regatas virtuais, quaisquer que sejam. Acho que a maior dificuldade que as pessoas tem, sejam velejadores na vida real, sejam players sem conhecimentos de navegação, é entender os mapas meteorológicos. No meu caso, eu acho que a intuição e o bom senso são minhas maiores armas. Mas também leio tudo o que posso sobre meteorologia, fiz cursos quando tinha meu veleiro, e estou sempre entrando nos sites de previsão para acompanhar a evolução dos ventos, sistemas de pressão etc. Quando estou numa regata, faço 4 consultas diárias atento as previsões da NOOA.
Logo vou escrever mais sobre isso, o que caracteriza um bom skipper virtual. Quero entrevistar alguns para trazer suas experiências para nossos internautas. Estou negociando um espaço no site de uma revista náutica, quem sabe logo poderemos hospedar este blog em dominio próprio e desenvolve-lo ainda melhor.
Agora, estou passando pela latitude da ilha da Madeira. Os ventos são fracos, mas contantes, entre 6 e 12 nós. Devem melhorar amanhã, e estou forçando uma orça para oeste, em busca de ventos que prometem dar um bom impulso para o litoral brasileiro. Se conseguir passar por essa zona equatorial sem calmarias, chegando aos alísios de NE da nossa costa, terei condições de chegar em no máximo 20 dias na Cidade do Cabo. Acredito que o Curupira VIII, se eu tiver paciência de continuar nessa regata, pode chegar lá na Africa do Sul entre os 7 mil e 10 mil na classificação. Talvez até melhor.
O Philou33RKN assumiu a liderança. Isso mostra uma coisa simples: os melhores skippers das regatas virtuais da ManyPlayers serão os melhores em qualquer simulação de regatas oceânicas. Acho incrível isso. Não existem mais de 200 skippers em condições de vencer regatas virtuais, quaisquer que sejam. Acho que a maior dificuldade que as pessoas tem, sejam velejadores na vida real, sejam players sem conhecimentos de navegação, é entender os mapas meteorológicos. No meu caso, eu acho que a intuição e o bom senso são minhas maiores armas. Mas também leio tudo o que posso sobre meteorologia, fiz cursos quando tinha meu veleiro, e estou sempre entrando nos sites de previsão para acompanhar a evolução dos ventos, sistemas de pressão etc. Quando estou numa regata, faço 4 consultas diárias atento as previsões da NOOA.
Logo vou escrever mais sobre isso, o que caracteriza um bom skipper virtual. Quero entrevistar alguns para trazer suas experiências para nossos internautas. Estou negociando um espaço no site de uma revista náutica, quem sabe logo poderemos hospedar este blog em dominio próprio e desenvolve-lo ainda melhor.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
BWR, 13 dias de regata
Incrível, já percorri em dois dias e meio 610,2 milhas no Atlântico, pela regata Barcelona World Race, enquanto gastei uma semana só para percorrer 629 milhas de Barcelona ao Estreito de Gilbratar! Ainda estou impressionado pela calmaria que peguei em todo o trecho do Mediterrâneo...
A organização da BWR anunciou ontem que todos os que entrarem atrasado nas regatas estarão disputando prêmios por tempo nas etapas. Assim, mesmo que você saia amanhã de Barcelona, o que vai valer será o teu tempo para completar a etapa do Mediterrâneo (e as seguintes). No meu caso isso não ajuda em nada, já que meu tempo para deixar o Mediterrâneo deve estar entre os piores.
Aproveitando o tema, essa história das regatas oferecerem prêmios, é bem triste... Os caras organizam uma regata na Europa, aberta para participantes de todo o mundo na Internet, e dão como prêmio uma viagem de Madrid até Barcelona, com estadia de uma semana nessa cidade. Muito útil. Eu só tenho que pagar uma viagem de avião desde o Brasil, mais as despesas que terei no Exterior até chegar à Barcelona e depois as de volta, para receber meu "prêmio".
Ora, eles tem de entender que se estão abrindo a regata para todo o mundo, os prêmios tem que ser justos e acessíveis para todos. Ou seja, que os premios sejam em objetos ou dinheiro. Camisetas, uma bússola, um GPS, grana, coisas que eu aqui no Brasil possa receber sem ter que gastar de repente o dobro do valor do tal prêmio.
Do jeito como fazem, os prêmios são apenas para os moradores locais, ou cidadãos de países europeus vizinhos.
A organização da BWR anunciou ontem que todos os que entrarem atrasado nas regatas estarão disputando prêmios por tempo nas etapas. Assim, mesmo que você saia amanhã de Barcelona, o que vai valer será o teu tempo para completar a etapa do Mediterrâneo (e as seguintes). No meu caso isso não ajuda em nada, já que meu tempo para deixar o Mediterrâneo deve estar entre os piores.
Aproveitando o tema, essa história das regatas oferecerem prêmios, é bem triste... Os caras organizam uma regata na Europa, aberta para participantes de todo o mundo na Internet, e dão como prêmio uma viagem de Madrid até Barcelona, com estadia de uma semana nessa cidade. Muito útil. Eu só tenho que pagar uma viagem de avião desde o Brasil, mais as despesas que terei no Exterior até chegar à Barcelona e depois as de volta, para receber meu "prêmio".
Ora, eles tem de entender que se estão abrindo a regata para todo o mundo, os prêmios tem que ser justos e acessíveis para todos. Ou seja, que os premios sejam em objetos ou dinheiro. Camisetas, uma bússola, um GPS, grana, coisas que eu aqui no Brasil possa receber sem ter que gastar de repente o dobro do valor do tal prêmio.
Do jeito como fazem, os prêmios são apenas para os moradores locais, ou cidadãos de países europeus vizinhos.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Atlântico se abre, ventos generosos, não resisto...
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| O Curupira VIII passando pelo estreito de Gilbraltar. Estamos no Atlântico! |
As previsões para o Atlântico são de de ventos fracos nos próximos dias. Fracos por volta de 10 nós, e não em 2, 3 nós como nas ultimas 36 horas no Mediterrâneo. Por isso, vamos em frente! Agora estou posicionado em 13.432, uma classificação excelente para quem começou o game em 24.011 dias atrás. Mas não me iludo, esse ganho deve corresponder a umas 10 mil desistências...
Acredito agora que se eu continuar até Cape Town, possa chegar lá já entre os 5 mil no ranking. As desistências vão continuar, e pelo que estou vendo na Interface do game, muita gente não tem a mínima noção do que está fazendo, navegando em paralelo com a costa africana para tentar chegar na África do Sul... Pretendo abrir para fora da costa de Portugal algumas milhas, antes de começar a descer para a costa brasileira (deve fazer uma rota próxima de Fernando de Noronha, dependendo das condições climáticas).
Acho que esta regata já tem vencedor. Eu estava me perguntando se os franceses feras nas regatas virtuais estavam participando desta Barcelona World Race. Estão. O Philou33 RKN, velho "desafeto" dos meus barcos, já está em segundo lugar. Deve ter começado desde a largada. Com certeza tem tudo para vencer. Não conheço nenhum espanhol em condições de bater os principais nomes franceses numa regata virtual (e esta regata é predominantemente de espanhóis).
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Hoje vou escrever sobre o site Virtual Skipper, uma fantástica simulação de regatas de oceano. Diferentemente dos grandes eventos internacionais oferecidos pela Many Players, como a Volvo Ocean Race, a Vendée Globe e a Clipper Round the World, que são simulações baseadas em mapas, a Virtual Skipper reproduz, em 3D, regatas curtas, triangulares ou match races. Você senta no cockpit, comanda o leme, troca as velas, olha para as bóias, para o veleiro do adversário, tudo exatamente como se estivesse num barco e numa regata real. É fantástico.
Uma das coisas incríveis é o cenário onde acontecem as provas. A fidelidade é incrível. Participei de uma regata na baía de Guanabara, lá estava a ponte Rio-Niterói, o Pão de Açucar, etc, num cenário como a realidade. Gostei demais.
Quem quiser participar do Virtual Skipper, basta entrar no site, baixar o jogo (com paciência, são quase 1 GB), se registrar e pronto. Existe uma taxa para ter acesso a todos os recursos do jogo, mas você pode experimentar o jogo sem problemas. O Winston, professor de vela em Ilhabela, recomenda aos seus alunos para se aprimorarem no iatismo. Também recomendo. Muito bom.
Visite o Virtual Skipper
Uma das coisas incríveis é o cenário onde acontecem as provas. A fidelidade é incrível. Participei de uma regata na baía de Guanabara, lá estava a ponte Rio-Niterói, o Pão de Açucar, etc, num cenário como a realidade. Gostei demais.
Quem quiser participar do Virtual Skipper, basta entrar no site, baixar o jogo (com paciência, são quase 1 GB), se registrar e pronto. Existe uma taxa para ter acesso a todos os recursos do jogo, mas você pode experimentar o jogo sem problemas. O Winston, professor de vela em Ilhabela, recomenda aos seus alunos para se aprimorarem no iatismo. Também recomendo. Muito bom.
Visite o Virtual Skipper
Barcelona World Race
Fiquei sabendo pela leitura de um forum da existência da Barcelona World Race virtual. Esta é uma regata de volta ao mundo sem escalas (na regata real os barcos tem 2 tripulantes). Finalmente uma grande regata que não está na interface da Virtual Regatta!
A competição começou no dia 31 de dezembro de 2010, assim, no dia 12, quando entrei para conhecer, os líderes já estavam a meio caminho para Cidade do Cabo (África do Sul), em meio ao Atlântico, a mais de 3 mil milhas do porto de largada (Barcelona). Um primeiro problema com esta simulação, que parece ter sido implantada pela organização da prova, e não por uma empresa comercial de games: se voce larga atrasado, seu barco não surge numa posição relativa em relação aos demais participantes. Simplesmente você tem que largar do porto de origem. Assim, fica completamente sem chances que larga atrasado...
Muito bem, larguei assim mesmo para conhecer a interface, e meu barco apareceu em 24.011º, ou seja, tinham nada menos que 24.010 barcos virtuais na frente do meu - o "Curupira VIII". De início gostei muito da interface e do modo como se podia jogar. As atualizações de vento ocorrem cada 6 horas, previsões por 48, e apesar de variar um pouco a confiabilidade, nada muito diferente do anunciado. Pode-se até mudar entre o ambiente de um mapa onde se localiza o barco, no qual pode-se trabalhar estratégias, e uma interface 3D, como no jogo Virtual Skipper.
Mas as boas impressões logo desapareceram. A imprecisão do mapa, a dificuldade e confiabilidade dos recursos, principalmente uma programação para rotas que nunca vi funcionar, e a ausência de coordenadas (lat e long, mais tarde descobri que se clicasse com uma "lupa" no mapa apareceria isso), logo me desanimaram. Sinceramente, boas idéias neste game, mas ainda prefiro a interface da Virtual Regatta. Acabei trocando mensagens com um dos moderadores da ManyPlayers, e colocando para eles o que achava que precisaria mudar na VR para se tornar um melhor jogo, inclusive o que aproveitar de melhor do game da Barcelona World Race (foi o Olivier, moderador do Forum e ligado à empresa ManyPlayers quem me pediu um relatório).
Enfim, como não tinha mais chances na regata, resolvi ir até o primeiro portal, que é a saída do Mar Mediterrâneo. Não imaginei o sufoco que seria fazer isso. Uma semana navegando nessa regata, atualizando o barco cada 6 horas,e ainda não consegui. Acontece que não tem vento. Calmaria total. Será que no mar Mediterrâneo real também só está tendo ventos de 2,4 ou no maximo 7 ou 8 nós? Absurdo isso...
Meu Curupira VIII largou em 24.011, e estou prestes a deixar o Mediterrâneo para trás em 13.900. Isso me leva a uma conclusão interessante: Existem perto de 10 mil inscritos que abandoram seus barcos só aqui no mar Mediterrâneo! Ou seja, o pessoal se inscreve, animado, e logo desiste em razão de dificuldades, problemas com a interface, etc. No caso das regatas da ManyPlayers, também acontecem abandonos, mas não nessa escala. Acho que o pessoal da organização da BWR deu o chamado "tiro n'água" quando resolveu criar sua própria interface de simulação, ou seja, organizar sua própria regata virtual. Não acredito que restem mais do que de 500 a 1000 participantes (dos 25 mil inscritos atuais) competindo. E que no máximo uns 100 ou 200 terminem a regata. Isso está me cheirando a um grande fracasso. Mas acho que deve ter servido como uma chacoalhada na ManyPlayers para que eles se decidam a melhorar as regatas virtuais que oferecem aos seus clientes.
A competição começou no dia 31 de dezembro de 2010, assim, no dia 12, quando entrei para conhecer, os líderes já estavam a meio caminho para Cidade do Cabo (África do Sul), em meio ao Atlântico, a mais de 3 mil milhas do porto de largada (Barcelona). Um primeiro problema com esta simulação, que parece ter sido implantada pela organização da prova, e não por uma empresa comercial de games: se voce larga atrasado, seu barco não surge numa posição relativa em relação aos demais participantes. Simplesmente você tem que largar do porto de origem. Assim, fica completamente sem chances que larga atrasado...
Muito bem, larguei assim mesmo para conhecer a interface, e meu barco apareceu em 24.011º, ou seja, tinham nada menos que 24.010 barcos virtuais na frente do meu - o "Curupira VIII". De início gostei muito da interface e do modo como se podia jogar. As atualizações de vento ocorrem cada 6 horas, previsões por 48, e apesar de variar um pouco a confiabilidade, nada muito diferente do anunciado. Pode-se até mudar entre o ambiente de um mapa onde se localiza o barco, no qual pode-se trabalhar estratégias, e uma interface 3D, como no jogo Virtual Skipper.
Mas as boas impressões logo desapareceram. A imprecisão do mapa, a dificuldade e confiabilidade dos recursos, principalmente uma programação para rotas que nunca vi funcionar, e a ausência de coordenadas (lat e long, mais tarde descobri que se clicasse com uma "lupa" no mapa apareceria isso), logo me desanimaram. Sinceramente, boas idéias neste game, mas ainda prefiro a interface da Virtual Regatta. Acabei trocando mensagens com um dos moderadores da ManyPlayers, e colocando para eles o que achava que precisaria mudar na VR para se tornar um melhor jogo, inclusive o que aproveitar de melhor do game da Barcelona World Race (foi o Olivier, moderador do Forum e ligado à empresa ManyPlayers quem me pediu um relatório).
Enfim, como não tinha mais chances na regata, resolvi ir até o primeiro portal, que é a saída do Mar Mediterrâneo. Não imaginei o sufoco que seria fazer isso. Uma semana navegando nessa regata, atualizando o barco cada 6 horas,e ainda não consegui. Acontece que não tem vento. Calmaria total. Será que no mar Mediterrâneo real também só está tendo ventos de 2,4 ou no maximo 7 ou 8 nós? Absurdo isso...
Meu Curupira VIII largou em 24.011, e estou prestes a deixar o Mediterrâneo para trás em 13.900. Isso me leva a uma conclusão interessante: Existem perto de 10 mil inscritos que abandoram seus barcos só aqui no mar Mediterrâneo! Ou seja, o pessoal se inscreve, animado, e logo desiste em razão de dificuldades, problemas com a interface, etc. No caso das regatas da ManyPlayers, também acontecem abandonos, mas não nessa escala. Acho que o pessoal da organização da BWR deu o chamado "tiro n'água" quando resolveu criar sua própria interface de simulação, ou seja, organizar sua própria regata virtual. Não acredito que restem mais do que de 500 a 1000 participantes (dos 25 mil inscritos atuais) competindo. E que no máximo uns 100 ou 200 terminem a regata. Isso está me cheirando a um grande fracasso. Mas acho que deve ter servido como uma chacoalhada na ManyPlayers para que eles se decidam a melhorar as regatas virtuais que oferecem aos seus clientes.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Voltando ao Blog
Estou de volta, depois de um bom tempo ausente deste blog, mas não das regatas virtuais.
Tive muito bons resultados desde que terminei a Clipper Round The World 2009-10, em 26º lugar na geral, e primeiro brasileiro, com meu barco Ondazul. Depois disso, participei com o barco Ubatuba Warrior da Solitaire du Figaro 2010, em 3 das 4 etapas na categoria SO (Sem Opções), e terminei em 2°, 1º e 7º... Também participei de duas dessas etapas com o Curupira VIII em SO, e fui 4º e 5º.
Depois disso, montamos uma equipe eu, o Rudnei Jr (do Rudneijr, que foi 27º na Clipper), e o Jorge Izquierdo (antigo Sonolento, da VORG), para disputar a Cap Istambul 2010 - que foi disputada em quatro etapas. Como muita gente pensou que fosse uma equipe "paulista", aproveito para dizer que não é bem assim. Eu sou de Ubatuba (litoral Norte de SP), o Rudnei Jr é de Mogi-Guaçu (interior de SP), e o Jorge Izquierdo é de Porto Alegre (RS). Portanto, uma equipe interestadual.
Criamos um novo barco para a regata, o BRA 1. E foi um sucesso. Lideramos boa parte da primeira etapa, e terminamos em 2º lugar. Na etapa seguinte, fomos 6º colocados, e nas duas finais, terminamos em 11º e 17º. Com isso conseguimos um podium na Cap Istambul, pois acabamos em 3º lugar na classificação geral da Cap Istambul, com direito a um prêmio de 650 euros!
Infelizmente, na regata seguinte, a Velux 5 Oceans, uma regata de longo percurso, o trabalho em equipe se mostrou complicado. E terminamos em 277º lugar a primeira etapa dessa regata, da França à África do Sul.
Eu continuei com o BRA 1 sozinho na segunda etapa, e tive um problema incrível quando estava em 14º lugar, depois de 8 dias de regata - como eu participava também com o Ondazul BRA, numa noite de sono, acabei trocando a programação do Ondazul BRA com o BRA 1 e vice-versa. Com isso, o BRA 1 foi para um rumo sem nexo, com um péssimo ângulo de vento... Quando acordei de manhã, encontrei o barco lá atrás, tendo perdido mais de 100 posições. E pior, pessimamente posicionado.
Quase desisti de tão decepcionado que fiquei, mas resolvi continuar e tentar corrigir o melhor possível. Cheguei a cair para mais de 300 na classificação com o mal posicionamento onde ficou o barco, mas no final consegui chegar em 114º, até que uma posição honrosa depois daquele erro absurdo.Na soma das duas regatas estou em 104º, e espero na próxima colocar o BRA 1 entre os TOP100.
Definitivamente não dá para correr com dois barcos. Jà fiz muita trapalhada e me desgastei demais com essa mania que herdei da VORG, quando como iniciante cheguei a levar 5 barcos! Um caos e um estresse total. Aos poucos fui descartando barcos, mas como na primeira etapa da Velux inscrevi o Ondazul BRA já que o BRA 1 era o barco da equipe, eu tinha dois barcos com os opcionais comprados, e achei um desperdício deixar um deles parado.
O jeito, se não quiser deixar um barco com opcionais comprados abandonado, é levar os dois exatamente juntos, na mesma rota, fazendo exatamente a mesma coisa. Aí então não dá trabalho, basta abrir um barco no Firefox e o outro no Internet Explorer, por exemplo, e na hora que mexe num, mexe também no outro. Eles assim navegam como se fossem um só. Vou tentar levar desse jeito, como se fosse um só barco na próxima etapa. Se começar a incomodar, deixo o Ondazul BRA simplesmente apontado para o destino e toco apenas o BRA 1.
Para quem não sabe, é oficial e já tem site, a próxima versão virutal da VORG deve começar em outubro deste ano, pouco antes da regata real. E pelo jeito parece que a ManyPlayers não será a empresa que irá colocar sua interface para o game. Se for assim, de nada irá adiantar toda a nossa experiência nas regatas da MP para a próxima VORG. Vamos aguardar um pouco mais para termos certeza.
Tive muito bons resultados desde que terminei a Clipper Round The World 2009-10, em 26º lugar na geral, e primeiro brasileiro, com meu barco Ondazul. Depois disso, participei com o barco Ubatuba Warrior da Solitaire du Figaro 2010, em 3 das 4 etapas na categoria SO (Sem Opções), e terminei em 2°, 1º e 7º... Também participei de duas dessas etapas com o Curupira VIII em SO, e fui 4º e 5º.
Depois disso, montamos uma equipe eu, o Rudnei Jr (do Rudneijr, que foi 27º na Clipper), e o Jorge Izquierdo (antigo Sonolento, da VORG), para disputar a Cap Istambul 2010 - que foi disputada em quatro etapas. Como muita gente pensou que fosse uma equipe "paulista", aproveito para dizer que não é bem assim. Eu sou de Ubatuba (litoral Norte de SP), o Rudnei Jr é de Mogi-Guaçu (interior de SP), e o Jorge Izquierdo é de Porto Alegre (RS). Portanto, uma equipe interestadual.
Criamos um novo barco para a regata, o BRA 1. E foi um sucesso. Lideramos boa parte da primeira etapa, e terminamos em 2º lugar. Na etapa seguinte, fomos 6º colocados, e nas duas finais, terminamos em 11º e 17º. Com isso conseguimos um podium na Cap Istambul, pois acabamos em 3º lugar na classificação geral da Cap Istambul, com direito a um prêmio de 650 euros!
Infelizmente, na regata seguinte, a Velux 5 Oceans, uma regata de longo percurso, o trabalho em equipe se mostrou complicado. E terminamos em 277º lugar a primeira etapa dessa regata, da França à África do Sul.
Eu continuei com o BRA 1 sozinho na segunda etapa, e tive um problema incrível quando estava em 14º lugar, depois de 8 dias de regata - como eu participava também com o Ondazul BRA, numa noite de sono, acabei trocando a programação do Ondazul BRA com o BRA 1 e vice-versa. Com isso, o BRA 1 foi para um rumo sem nexo, com um péssimo ângulo de vento... Quando acordei de manhã, encontrei o barco lá atrás, tendo perdido mais de 100 posições. E pior, pessimamente posicionado.
Quase desisti de tão decepcionado que fiquei, mas resolvi continuar e tentar corrigir o melhor possível. Cheguei a cair para mais de 300 na classificação com o mal posicionamento onde ficou o barco, mas no final consegui chegar em 114º, até que uma posição honrosa depois daquele erro absurdo.Na soma das duas regatas estou em 104º, e espero na próxima colocar o BRA 1 entre os TOP100.
Definitivamente não dá para correr com dois barcos. Jà fiz muita trapalhada e me desgastei demais com essa mania que herdei da VORG, quando como iniciante cheguei a levar 5 barcos! Um caos e um estresse total. Aos poucos fui descartando barcos, mas como na primeira etapa da Velux inscrevi o Ondazul BRA já que o BRA 1 era o barco da equipe, eu tinha dois barcos com os opcionais comprados, e achei um desperdício deixar um deles parado.
O jeito, se não quiser deixar um barco com opcionais comprados abandonado, é levar os dois exatamente juntos, na mesma rota, fazendo exatamente a mesma coisa. Aí então não dá trabalho, basta abrir um barco no Firefox e o outro no Internet Explorer, por exemplo, e na hora que mexe num, mexe também no outro. Eles assim navegam como se fossem um só. Vou tentar levar desse jeito, como se fosse um só barco na próxima etapa. Se começar a incomodar, deixo o Ondazul BRA simplesmente apontado para o destino e toco apenas o BRA 1.
Para quem não sabe, é oficial e já tem site, a próxima versão virutal da VORG deve começar em outubro deste ano, pouco antes da regata real. E pelo jeito parece que a ManyPlayers não será a empresa que irá colocar sua interface para o game. Se for assim, de nada irá adiantar toda a nossa experiência nas regatas da MP para a próxima VORG. Vamos aguardar um pouco mais para termos certeza.
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