BEM VINDO!

Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.

Bem vindos à bordo!


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ilha da Cabo Verde está próxima

O Curupira VIII está se aproximando das ilhas de Cabo Verde, e continuo navegando num rumo su-sudoeste (hoje em 208 graus verdadeiros). Devo passar por fora desse arquipélago, e logo em seguida, mudar o rumo para Sul. Marquei vários barcos que navegavam em frente ao meu nos últimos dias, e todos ficaram para trás. Hoje remarquei novos barcos que vão à frente, para ver no que dá. É só para distrair, porque na verdade, em qualquer regata descendo da Europa para Cidade do Cabo, o que define é a estratégia final, no Atlântico Sul.

Por exemplo, na regata real, os barcos Foncia e Paprec 3 que vinha liderando, sofreram danos e pararam em Recife numa escala técnica para reparos. Foram ultrapassados por 3 ou 4 barcos, mas quando largaram novamente, por incrível que pareça, acabaram ultrapassando a todos e hoje lideram com incrível folga, por terem descido mais ao sul, numa rota mais longa. A explicação é que pegaram carona numa frente fria e navegaram a mais de 20 nós de média diária, enquanto o restante da frota ficou em torno de 8 nós de média...

Por falar em regatas, uma pena que a Cape Town - Rio, que está acontecendo agora, seja uma das poucas grandes regatas do mundo da vela oceânica que ainda não conta com uma versão virtual. A organização dessa tradicional prova de vela ainda não percebeu, pelo jeito, a importância da vela virtual casada com a real no marketing e divulgação de uma regata...

Desde a ilha da Madeira, o Curupira VIII está navegando numa velocidade constante ao redor do 10 nós e na direção certa. Com isso, tem avançado muito bem, nesta região que costuma ter ventos bem imprevisíveis, e já percorrreu mais de 2 mil milhas desde Barcelona. Deve continuar assim até Cabo Verde, quando desço em busca dos alísios do Atlântico Sul. Espero que meu barco possa vencer esta região de calmarias (Doldrums, como a chamam os ingleses) sem prejuizos, já tive prejuízos bastantes lá no Mediterrâneo.

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