Para mim, esta está sendo uma etapa extremamente difícil e desgastante. A navegação junto da costa, longe do mar aberto, em qualquer lugar do mundo significa ventos inconstantes, regiões de calmaria alternadas com ventos mais fortes, acidentes geográficos que influenciam ou geram correntes de ventos, enfim, coisas inatangíveis para o mais atento meteorologista. Ou navegador.
O problema é que o vento mais favorável está mesmo perto da linha do litoral mexicano, e vai estar assim ainda pelo menos por boa parte da costa da América Central. Nos últimos dias, chegando perto do Panamá, vamos pegar uma tempestade tropical que vai dar um impulso final à regata, de acordo com as previsões. Então, o jeito é ir tentando se manter na medida do possível entre os 100 primeiros, que nestas condições, vai ser uma classificação de bom tamanho.
O Rudneijr está indo melhor que eu, é possível que desta vez ele leve a melhor. Tenho tido problemas, apesar de não ter cometido nenhum erro importante, principalmente em termos de posicionamento. Não tenho acertado isso muito bem, mesmo tocando o barco de modo correto. Sempre falta um pouco a mais para dar o bordo, sou obrigado a seguir por mais dez minutos numa direção desnecessária, ou os ventos que surgem na mudança são parecidos com o previsto, mas pequens diferenças me colocam em desvantagem com o pessoal por perto, enfim, é uma batalha que não pára. Impressionante que vejo muita gente que fica mexendo nos barcos em tempo praticamente integral! Os caras não dormem? Ou melhor, isso faz parte das vantagens dos navegadores europeus, todos os horários os favorecem. Não é desculpa, isso pesa no desempenho.
Tem alguns brasileiros que andaram aparecendo na classificação, mas daqueles barcos em rotas improváveis, que só dão uma glória muito efêmera aos seus skippers. No final, devem ficar bem para trás.
Quero destacar novamente a volta do Kuspiaki, gostaria de vê-lo com velas pro. Esse barco foi um dos melhores brasileiros na VORG, e fez um TOP 10. Sem duvida teríamos mais um representante de peso nas regatas.
Esta semana estou super ocupado de trabalho, mas não deixo de escrever no blog, é mais para relaxar um pouco. Estou mesmo sobrecarregado, e ainda participar da regata está sendo um grande sacrifício. Espero que dê certo, de vez em quando me sinto meio irresponsável, atrasando alguns trabalhos que são realmente importantes. Mas o desafio das regatas virtuais são mesmo uma cachaça...
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
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