Na verdade, agora é plena madrugada, são duas horas, e acabo de acordar com o despertador. Já peguei a previsão para as 3 horas, e decidi o que fazer. Infelizmente, nesta perna não tenho tomado decisões corretas, ao contrário da última, quando fiz tudo certo (e ainda assim me dei mal). Espero que nesta perna 8 aconteça o contrário, tenha problemas e acabe bem...
Decidi dividir finalmente os barcos, que andavam como irmãos siameses. O Curupira manteve-se mais ao norte, e o Ondazul desceu com tudo para tentar aproveitar o ângulo de ventos que teremos daqui a mais 24 horas. Enquanto o Curupira VIII - BVR irá melhorar artificialmente na classificação, o Ondazul BVR deve piorar bastante, para recuperar daqui a 36 horas. O quanto não tenho idéia.
Já passamos por uma das mais inóspitas ilhas do planeta, a Ilha Guadalupe, localizada ao largo da região da Baja California, já em território mexicano. Vivem apenas 13 pescadores nesta ilha, que é frequentada por turistas vindos do continente por ali ser ponto provável de encontro com o Grande Tubarão Branco, o maior e mais feroz dos tubarões. É um tipo de turismo que, se tudo der certo, o mergulhador será devorado pelos tubarões famintos. Mas como a lei de Murphy sentencia, "se algo pode dar errado, vai dar errado", os caras conseguem sobreviver sem arranhões!
A frota da regata está agora descendo o litoral mexicano do Pacifico. Estamos navegando junto da Baja California, que tem o Golfo da Califórnia entre ela e o restante do México, e que termina pouco mais abaixo no cabo São Lucas. Com certeza vamos ter mais de dois dias de navegação até deixarmos para trás este lugar.
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!

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