Percebi hoje uma oportunidade em seguir para leste, pois vai acontecer uma calmaria brava nas próximas 24 horas, e já aprendi faz tempo que calmarias = loteria. Se a gente está bem posicionado e dá sorte, vai prá frente. Se dar azar, não tem competência no mundo que salve o barco...
Então, resolvi partir para o tudo ou nada. Não preciso provar competência para ninguém, nem negar a humanidade que me obriga a cometer erros. Sou humano, e posso errar, mas também posso acertar. Vou portanto arriscar, saindo fora da segurança de figurar nos 50 melhores. Quem sabe dá certo? Se não der, estou satisfeito, sei ter feito o melhor possivel. Minha vida profissional está me exigindo muita atenção, e participar das últimas etapas e desta está muito desgastante por conta disso. Sinceramente, acho que vou dar um tempo depois desta etapa, o que é uma pena, abandonar a Clipper, mas não posso sacrificar minha vida profissional por conta do que, afinal, é "só um jogo", como diz meu amigo Harry, do barco Op Hozevorrels (um tremendo gozador e bom vivant, como todo francês).
Vamos ver o que acontece. Boa sorte a todos, e de qualquer modo, me diverti muito. Mas quando a diversão vira compromisso e estresse, a gentre precisa repensar. Por isso, resolvi arriscar agora, e se não der certo, tudo bem, vou ter tempo para cuidar de minha vida.
Ah,quase esquecia, a reportagem com o Amyr Klink já está no site Mares e Navegantes, não percam.
O Ondazul BVR navegando próximo da costa mexicana, quando ocupava a 22. posição

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