A sétima etapa da Clipper Round the World 2009-10 terminou, finalmente, pelo menos para os melhores classificados. Eu devo terminar amanhã com meus dois barcos, o Ondazul BVR melhor, atualmente em 850 e não deve ficar muito longe disso no final, enquanto o pobre Curupira VIII - BVR está amargando um 3 mil e tantos, já que tive de sacrificá-lo de vez, abandonei mesmo, apenas estou apontando ele para San Francisco quando lembro.
Já escrevi bastante sobre como acredito que o fator sorte influenciou de forma definitiva esta perna, e sem desmerecer quem se deu bem,pois com certeza lutou muito para isso, como eu também lutei e não deu; acho que surgiu um problema para a Many Players tentar resolver. A chiadeira é geral no Forum. Todo mundo procurando e oferecendo explicações para o andamento desta perna.
Resumindo: a turma, como eu, não se conforma, não com o resultado da regata em si, mas do modo como as coisas aconteceram durante esta perna. Resumindo, é unanimidade que o grande problema é a baixa velocidade dos barcos, os Clippers, que nunca conseguem, mesmo com todas as condições favoráveis, ventos fortíssimos e ângulos bons, mais que 14 nós. Em ventos médios andam normalmente entre 8 e 10 nós. Muito pouco em função do tamanho padrão dos quadrantes de ventos!
Aí é que está a discussão geral. Tamanho dos quadrantes e polares dos veleiros. Com barcos mais rápidos, como trimarãs, barcos da VORG, etc, o tamanho dos quadrantes não trazem problemas, mas como bem disse o Andrea do Yosemite (que aliás se deu bem nesta perna) em mensagem que me enviou, com quadrantes tão grandes e velocidades tão lentas, se você entra numa região de ventos fracos, numa regata longa como foi esta, um único dia negativo destrói toda o seu trabalho, e a participação na regata estará comprometida sem mais conserto!
Este é o problema. E por isso, se vocês entrarem no Forum em inglês do game, poderão ler e participar desta discussão. O que a turma está pleiteando, e eu endosso, é que em regatas com barcos lentos como os Clippers, que os quadrantes de vento tenham o tamanho reduzido. Será o único modo de evitar que o fator sorte tenha muito mais peso na regata do que qualquer estratégia. Se esta regata tivesse sido realizada com barcos tipo Trimarã, ou VOR, a conclusão teria sido bem mais disputada e equilibrada. É o que o pessoal mais participativo pensa e o que eu penso. Many Players, DIMINUA as dimensões dos quadrantes de ventos! Ou melhore os polares dos Clippers, para que tenham mais velocidade.
* * *
Acho legal como o um amigo residente aqui em Ubatuba, uma das maiores feras das regatas virtuais que conheço, que tocou o inesquecìvel Ubatuba 1 na VORG, mantendo o terceiro lugar na geral até a sexta perna, quando deixou a regata repassando o barco para um gaúcho, participou desta etapa e embora sem velas pro e apenas para assistir de dentro e torcer pelos amigos, está chegando muito bem colocado, na frente de muitos barcos de vela pro. Trocamos mensagens o tempo todo, e ele é mais radical, acha que as regatas não deveriam ter quadrantes de ventos, e sim utilizar interpolação com os ventos das previsões, assim a cada milha os barcos poderiam encontrar ventos diferentes, como numa regata real! Seria uma simulação perfeita da realidade e não esta solução de se colocar ventos estáticos válidos por 12 horas em quadrantes de ventos de tamanho pré-determinado.
Acho que seria muito interessante mesmo, mas numa regata longa, imagine quem ia poder dormir!!! O piloto automático e lemes de ventos seriam recursos de valores inestimáveis.
E PARABENS AO FUGA9, o primeiro colocado entre os barcos brasileiros ao que eu tenha conhecimento. Tem um tal jangadeiros bem classificado, mas não conheço quem seja, vou tentar contato.
Até a próxima!!!
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
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