Este décimo segundo dia de regata está passando de um modo tão tranquilo que até dá sono. Já sai, tratei de negócios, fiz algumas compras, peguei filmes para assistir, e tudo bem, a única coisa interessante que está acontecendo é a aproximação do limite de mudança internacional de data. A tela do jogo parou de correr alucinada me deixando tonto, e as coisas voltarão a ficar mais fácil de administrar depois de vencido esse limite geográfico inventado pelo ser humano. Tanto o Ondazul BVR como o Curupira VIII - BVR melhoraram de leve na classificação, até para minha surpresa. Estão agora ao meio dia, respectivamente, em 461 e 716. Olhando para o mapa do VRTool, é incrível a diferença que os líderes oriundos da frota do sul impuseram sobre nosso grupo do norte, levando-se em conta que estão navegando muito mais que nós.
O HAG OXYGENE, que está agora em terceiro, e que tomei como referência desde o começo, já percorreu neste momento 3.225 milhas, enquanto o Chtiminou III TPN que seria o atual vice-lider do grupo do Norte e está classificado agora em 323, percorreu apenas 2.831 milhas! Entretanto, a diferença entre eles para chegar a San Francisco é de apenas 114 milhas a mais para o Chtiminou III TPN! Lembrando de que a turma do Sul navegou praticamente numa linha reta, enquanto nós demos muitas voltas, até retornamos num trecho por causa de uma calmaria.
A diferença de distância é mesmo grande, e acho que muitos não sabiam disso. Por isso é realmente de admirar as condições climáticas que, embora tradicionalmente favoreçam navegantes a vela quanto mais alta a latitude, neste período da regata saiu fora dos padrões e levou o pessoal que foi pelo sul num empurrão notável, e que continua até agora!
Alguém no começo da regata me mandou uma mensagem sem entender porque os feras e eu inclusive haviamos optado por subir para o Norte ao invés de rumar para o Pacífico: porque o caminho é perto de 250 milhas marítimas mais curto, o que para veleiros é uma distância teoricamente quase intransponível e, como se não bastasse, os ventos teoricamente seriam muito mais favoráveis. Mas tudo desabou para nós que fomos pelo Norte, acho que por causa do aquecimento global (boa desculpe, heim?), então a coisa se inverteu, o caminho mais longo virou mais curto, os ventos trocaram de estação, e presto, o Paul Nayard e a sua turma que o segue vão ganhar esta etapa!
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
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