Pois é, se existe uma situação que eu detesto são calmarias. Enquanto há vento, há esperança... Mas quando o vento pára, a coisa complica. Nenhuma previsão de vento é confiável, você pode ter uma previsão de 5 nós em frente, e de repente aparece 0,5 nó. E vice-versa. O pior é que você veio com grande esforço ganhando milhas e milhas, e de repente o vento pára onde você está, e para trás, o vento continua firme. Então, os caras que você deixou 150 milhas lá na popa com esforço de 10 dias, em 24 horas aparecem na tua cola, a menos de 10 ou 5 milhas, te ameaçando.
Eu tive uma primeira experiência com isso extremamente frustrante, na 5a. etapa da VORG. Tirei mais de 800 milhas do barco de um amigo, e de repente, ao largo da Argentina, o vento parou. Eu não tinha para onde ir. Mas quem vinha atrás tinha a opção de cambar para leste e pegar um vento mais favorável e seguir em frente. Imagine que fiquei ali, enquanto meu amigo vinha chegando de carona numa tempestade com ventos de 40 nós, me passou, e terminou na frente. Eu vinha entre os 200 primeiros, terminei em 12 mil mais ou menos...
Esta regata, para o Ondazul BVR, está lembrando aquela regata. Acho que enquanto tinha vento tive um dos melhores desempenhos com esse barco desde que participo de regatas virtuais, quase sempre entre os 20 primeiros. Mas de repente, o vento parou, as previsões se mostram totalmente desencontradas, e o Curupira VIII - BVR, que estava 250 milhas atrás, está chegando...
Ainda bem que eu mesmo sou o skipper do Curupira VIII - BVR! rsrsrsrs
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
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