Humm, enquanto uma brisa suave de 7 nós sopra algures no Oceano Índico, verdadeiro mar de almirante em dia ensolarado, aqui em Ubatuba hoje passei parte do dia limpando o quintal de casa da sujeira deixada pela enchente trazida por uma frente fria. O vento sudoeste chegou forte na madrugada de sexta-feira, e uma chuva forte como não se via a anos desabou por mais de doze horas.
Nunca minha rua juntou mais do que uma poça d'água. Mas desta vez, se transformou num lago. A enchente cobriu a rua com meio metro de água, o nosso jardim, e cobriu até a varanda da casa (que felizmente foi construida sobre um bom aterro). Faltaram cinco centímetros para entrar pela porta adentro, convidada indesejável. Felizmente parou de chover, a aos poucos o que ontem fora um rua, voltou a ser rua, largando aquela fantasia maluca de se tornar rio.
Mudança climática? Numa cidade à beira mar, no plano, uma enchente é algo improvável. Mas aconteceu. A cidade de Ubatuba parou, um caos. Difícil ir para qualquer lado. Morreu gente soterrada em encosta por deslizamento, 140 famílias ficaram desabrigadas com as casas destruidas. Por todo o Sudeste brasileiro muitas tragédias aconteceram, tanta chuva que vem caindo. Será o tão alarmante Aquecimento Global? Ou o fim do mundo está próximo, como dizem os maias e diretores de cinema americanos?
Enquanto isso não acontece, me ajeito melhor no cockpit do Ondazul ou do Curupira VIII, lá no sul do Índico, debaixo de um sol quente, brisa morna amenizando o calor, cerveja gelada na mão direita, esquerda no leme, o veleiro deslizando sossegado como um verdadeiro cisne branco... Aguardo a noite, que vai ser com certeza de lua cheia, então nossos cisnes brancos, com bandeiras do Brasil, vão se espreguiçar em algum lugar ao Sul do Oceano Índico...
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário