BEM VINDO!

Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.

Bem vindos à bordo!


sábado, 5 de dezembro de 2009

CLIPPER, Leg 4, dia 13

Agora faltam apenas 1.254 milhas para o Curupira VIII, que está em 173, chegar a Geraldton. Mas as perspectivas não são nada boas. A situação se inverteu novamente, com ventos fortes ao Sul, e calmaria total ao Norte. Onde estou, apenas brisas de 10 a 8 nós. Acho que realmente vou acabar morrendo na praia depois de ter nadado muito....

Eu já estou me acostumando com a conexão em 2G, nas incríveis velocidades de 30 kbps. Leva uns cinco minutos para abrir a página do game, já que o jogo é em flash e bem pesado. Como as coisas precisam ser atualizadas a cada 10 minutos, fica uma espécie de revezamento de página fechada e aberta, fechada e aberta. Isso quando abre... Felizmente dá tempo para dormir, sair com a mulher, levar crianças para tomar sorvete, etc. Dá até para ter uma vida normal, coisa que para um regateiro virtual, sempre ao cockpit de seu veleiro, bule de café ao alcance da mão, nervos em frangalhos olhando para a tela (ou ecrã, como dizem os amigos portugueses), vista vermelha, enquanto a mulher grita ameaçando o divórcio e os filhos adolescentes xingam baixinho, é simplesmente impossível.

Como já escrevi antes, estou apenas esportivamente levando os barcos até o fim, já que é impossível ter uma participação séria com esta conexão. Esta noite, por exemplo, fiquei quase quatro horas sem poder abrir o game, eu apenas tinha uma estimativa de onde estavam os barcos pelo VRTool, usado offline. Quando finalmente consegui conectar, faltanto exatamente 4 minutos para a mudança de vento, pude finalmente fazer alguma coisa. Mas não tinha muito o que fazer. Continuar para o Leste, e rezar para as previsões, para os próximos dias, virem erradas. Que surjam os ventos aqui no Norte! Vou pedir para a mãe Terezinha, do Terreiro aqui perto de casa, fazer um trabalho com galinha preta e garrafa de cachaça, para que Yemanjá mande ventos furiosos para Geraldton (não sei se Yemanjá tem jurisdiçao sobre as águas do Índico, mas vamos tentar, né? hehehe

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