BEM VINDO!

Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.

Bem vindos à bordo!


domingo, 6 de dezembro de 2009

CLIPPER, Leg 4, dia 14

Que monotonia, felizmente, as últimas 24 horas. Vento constante, fraco, na direção certa. Mais para o Sul, os caras mudam de rumo de 15 em 15 minutos tentado melhorar o posicionamento. E deve continuar assim outro dia. O Curupira VIII está em 166, e o Ondazul em 206. Enquanto isso, o comandante aqui placidamente instalado em sua poltrona em frente ao computador, numa rapidíssima conexão 2G discada de 10 a 30 kbps, medita sobre quem seriam os outros comandantes envolvidos nesta acirrada disputa virtual...

Acredito que o comandante virtual típico esteja na faixa dos 35 a 40 anos, talvez um pouco mais ou menos. A maioria deve ter seu barco no mundo real, ou sonha em ter. Muitos competem em regatas reais, uma minoria com certeza nunca subiu num barco. Mas os concorrentes mais sérios, penso, deve conhecer alguma coisa de navegação, ou de metereologia ou ainda algum assunto correlato. Muito difícil pessoas que nunca estiveram navegando conseguir bons resultados neste game, que atinge bom nível de realidade virtual.

Garotos como o meu filho, de 22 anos, gostam mais é de games de tiro, simulações com resultados rápidos, jamais se debruçam sobre uma simulação de regata a vela. Na vida real devem preferir lanchas, pois não tem paciência em esperar horas para chegar naquela ilha a 15 milhas (nem sabem o que é milha), preferem ligar o motor e em 35 minutos, pronto, estamos lá. Esperar então dias e dias, semanas online, que um ícone representando um veleiro atinja determinado ponto num mapa do mundo, então, nem pensar.

E então fico pensando, como é que somos tantos milhares, navegando virtualmente pelo mundo, com tanta paciência, enfrentando tempestades e calmarias virtuais, para ter o prazer apenas de cruzar a linha de chegada e dizer consigo mesmo, "missão cumprida". Prêmios? Na VORG tivemos. Mas aqui na Clipper e em tantas outras regatas virtuais, o que se ganha, na verdade? Convido meus amigos navegantes a refletirem e responder esta questão... Não se acanhem, publiquem um comentário a respeito...

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