Esta regata está sendo um corrida de velocidade ainda mais rápida do que a perna do Panamá para a Jamaica. Não gosto de etapas assim, sempre exigem que a gente preste muita atenção online para não ficar para trás. E não exigem muita estratégia, é mais apontar o barco e seguir o vento.
Mesmo assim, acho impressionante como muita gente erra feio e acaba mal. Agora mesmo estamos atravessando um grande golfo, que leva à baía de Fundy. Pois de repente, vejo meu barco caindo rápido de posições, indo de 29º para 200º. Procuro uma explicação e encontro centenas de barcos indo num rumo como se quisessem fazer turismo dentro dessa baía de Fundy, indo para lugar nenhum. Mas como o game considera uma linha reta para a classificação, então por algumas horas ou dia, esses barcos vão ganhando posições até que amanhã, no máximo até a noite, vão desabar de volta para 1000... Acho que os caras ficam olhando na classificação e vendo que estão "ganhando" 10 posições, mais 20, mais 30, etc, acreditam que estão indo no rumo certo... Toda regata acontece isso, com muitos rumando numa rota sem sentido, pois o game vai mostrando progressos, como se estivessem realmente se dando bem. Não dá para se basear na classificação do game, a não ser que se esteja navegando onde ninguém pode ficar mais próximo do porto final por rumos que teriam de atravessar o continente por terra para terminar a regata.
Faltam apenas 339 milhas para o Ondazul BVR finalizar. Acredito que a gente chegue lá em Sidney até quarta-feira à tarde. Então, serão apenas 3 dias de regata, e espero novamente estar entre os TOP 100 para manter minha classificação geral entre os 50 primeiros nesta Clipper Round The World.
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
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