Agora às 11:51 horas desta segunda-feira, dia 1, o Ondazul BVR, sem velas PRO, aparece na posição 513, navegando a 21 nós no rumo 21 graus, e a 1.274 milhas de Dakar.
Muito bem, estamos relativamente próximos do final da regata, com quase 3/4 da distância percorrida. O pessoal que vinha muito a oeste, como eu previ, começa a ficar para trás, e os barcos com vela PRO que estão navegando exatamente na minha proa (o Kundalini, o Philou33 RKN e o Oro le Terrible) estão ocupando a primeira, segunda e quarta colocações. Acredito que sejam eles os eventuais vencedores da regata pelas minhas projeções.
Eu acreditei nesta estratégia de na largada dar um bordo longo e demorado para 90 graus, e por enquanto ela está se confirmando como uma boa escolha. Teve gente que não entendeu o que eu estava fazendo, pensaram que eu tinha desistido da regata, e de fato, eu tinha uma viagem marcada no final de semana que me impediria de dar continuidade na Buenos Aires - Dakar. Mas a viagem foi cancelada, e pude continuar com este meu teste. Se eu tivesse parado não saberia se a minha nova estratégia daria certo ou não, foi bom poder continuar, e as coisas parecem positivas na prática do que conclui estudando na teoria. Mas ainda falta um bom pedaço para Dakar, e os ventos vão fraquejar nos próximos dias, além de ficarem de proa. Isso vai atrasar todo mundo, por isso calculo que a chegada do Ondazul, que eu previra para dia 5 às 6 horas da manhã, vai ficar lá pelas 9 horas ou pouco depois.
Pena que eu não esteja com velas PRO, teria tido chances de terminar muito bem, afinal nas primeiras 24 horas eu estava à frente do Philou33 TKN e do Oro le Terrible. Eles seguiram quase exatamente a minha rota, a diferença é que eu segui direto a 90 graus naquele bordo para leste por 36 horas (eles, com velas pro, conseguem melhor desempenho na orça e assim puderam subir por 12 horas a 80 graus, depois mais 24 horas a 90 graus). Agora eles continuam juntos, a aproximadamente 100 milhas à minha proa, pois conseguem em média mais de meia milha por hora do que o Ondazul BVR.
Eu ainda não sei calcular em que posição posso terminar, mas estou ganhando algumas posições hoje, e acho que dá para entrar entre os 400. Vamos ver na realidade o que acontece, já aprendi há muito tempo que não dá para confiar em nada nas regatas virtuais...
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
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