Ontem à noite atravessamos a linha do Equador, num rumo Sul a quase 10 nós. Os ventos estão fracos, e assim permaneceram até esta noite, entre 5 e 7 nós. Como estamos agora a apenas 200 milhas de Fernando de Noronha, os alísios devem estar muito próximos. Acredito que dentro de mais um dia, entraremos em ventos mais fortes, embora inicialmente obrigando nos obrigando a orçar.
Estive analisando a meteorologia para as próximas 72 horas, e as perspectivas não estão boas, com os alísios soprando fracos, por volta de 8 a 14 nós no máximo. Está difícil decidir qual o melhor momento para entrar na rota da Cidade do Cabo. Por todo o Atlântico Sul, temos ventos fracos e tempo inconstante. Na dúvida continuarei descendo por volta da longitude 30 graus, esperando uma definição das condições atmosféricas. Acho que antes da Bahia não vai dar para estabelecer nenhuma estratégia final para a África do Sul. O jeito vai ser continuar descendo com o rumo o mais perto dos 180 graus possível.
Infelizmente hoje surgiu um problema de saúde, se eu não melhorar até amanhã à noite, serei obrigado a viajar para Sâo Paulo para tratamento. Se for assim, o jeito vai ser estabelecer waypoints por umas 400 milhas ou mais, e deixar o barco seguir sozinho. Longe do ideal, mas pelo menos será uma tentativa de continuar. Sinceramente, espero melhorar amanhã. Vamos ver.
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Atravessando o Equador
Estou a algumas horas da travessia da linha do Equador. Os ventos, evidentemente, cairam para 5, 6 nós, estão muito fracos nesta área. O Curupira VIII agora navega a apenas 6,2 nós no rumo sudoeste (estou tentando me posicionar onde devem prevalecer ventos um pouco melhores). Enquanto isso, os líderes virtuais, Philou33 RKN e Kibol, estão muito próximos de ultrapassarem o portal da Cidade do Cabo...
Descobri que mesmo tendo largado numa completa calmaria pelo Mediterrâneo, o Curupira VIII foi posicionado em 5.782º. Uma classificação até honrosa entre 26 mil participantes oficiais, lembrando que muita gente largou com ventos fortes, completando a etapa do Mediterrâneo em pouco mais de um dia.
Como a regata Barcelona World Race é sem escalas, quem largou atrasado não tem a mínima chance (eu por exemplo deixei o porto 12 dias atrasado, pois não tinha conhecimento deste evento). O problema para os organizadores é que muita gente, como eu, ficou sabendo com atraso da regata, e quis participar. Só que ao invés de tentar posicionar os retardatários largando em posições a determinadas milhas dos líderes (como é feito nas regatas da MP), a organização optou por fazer todos largarem do porto inicial. O resultado é total desmotivação. Tentaram corrigir isso dando premiação pelo tempo que o barco leva para vencer determinado trecho da regata. Mas não faz sentido essa solução dos organizadores, pois os barcos partem em dias diferentes, com condições climáticas diversas. O Philou 33 RKN que está liderando na geral, por exemplo, levou 3 dias, quase 4, para vencer o Mediterrâneo, e já tem gente que fez o percurso em 1 dia! Não tem o mínimo sentido.
Nesta região de calmarias, devo gastar alguns dias para chegar na altura de Fernando de Noronha, onde estão os alísios. Estou pensando em deixar o barco simplesmente no piloto automático rumo Sul e voltar a dar uma olhada na regata daqui a uns dias. Difícil se sentir motivado numa regata onde praticamente nenhum objetivo é possível. Somente o avanço na classificação é interessante, já estou em 11.800, mas acho que isso é mais por abandono da maioria dos competidores, que não tem mais motivação para continuar... Daqui a alguns dias terá início a terceira etapa da Velux 5 Oceans, então vai ficar difícil mesmo continuar na BWR
Descobri que mesmo tendo largado numa completa calmaria pelo Mediterrâneo, o Curupira VIII foi posicionado em 5.782º. Uma classificação até honrosa entre 26 mil participantes oficiais, lembrando que muita gente largou com ventos fortes, completando a etapa do Mediterrâneo em pouco mais de um dia.
Como a regata Barcelona World Race é sem escalas, quem largou atrasado não tem a mínima chance (eu por exemplo deixei o porto 12 dias atrasado, pois não tinha conhecimento deste evento). O problema para os organizadores é que muita gente, como eu, ficou sabendo com atraso da regata, e quis participar. Só que ao invés de tentar posicionar os retardatários largando em posições a determinadas milhas dos líderes (como é feito nas regatas da MP), a organização optou por fazer todos largarem do porto inicial. O resultado é total desmotivação. Tentaram corrigir isso dando premiação pelo tempo que o barco leva para vencer determinado trecho da regata. Mas não faz sentido essa solução dos organizadores, pois os barcos partem em dias diferentes, com condições climáticas diversas. O Philou 33 RKN que está liderando na geral, por exemplo, levou 3 dias, quase 4, para vencer o Mediterrâneo, e já tem gente que fez o percurso em 1 dia! Não tem o mínimo sentido.
Nesta região de calmarias, devo gastar alguns dias para chegar na altura de Fernando de Noronha, onde estão os alísios. Estou pensando em deixar o barco simplesmente no piloto automático rumo Sul e voltar a dar uma olhada na regata daqui a uns dias. Difícil se sentir motivado numa regata onde praticamente nenhum objetivo é possível. Somente o avanço na classificação é interessante, já estou em 11.800, mas acho que isso é mais por abandono da maioria dos competidores, que não tem mais motivação para continuar... Daqui a alguns dias terá início a terceira etapa da Velux 5 Oceans, então vai ficar difícil mesmo continuar na BWR
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Navegando na zona equatorial
O Curupira VIII já entrou na zona equatorial, e deve ultrapassar a linha do Equador em mais um dia de navegação. Foram 3.046,8 milhas percorridas deste Barcelona, sendo 2.417,1 milhas no Atlântico Norte. Todas os grupos de ilhas ao largo da África estão para trás - Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Os ventos voltaram a ser generosos, entre 10 e 15 nós nas últimas 12 horas. Esta noite estão um pouco mais fracos, entre 8 e 10 nós, mas o Curupira VIII continua navegando numa média de 10 nós, com ventos de través. Pelas previsões, a navegação vai continuar sendo tranquila, embora tenhamos com certeza ventos mais fracos na linha do Equador - mas não parece que teremos as famosas calmarias.
Em termos de classificação, agora estamos em 12.242, e acho que é provável estarmos entre 11 e 12 mil ao chegarmos no Atlântico Sul. É muita gente participando desta regata, e encontro sempre barcos navegando errado nas proximidades (provavelmente abandonados). Eu mesmo não sei até quando poderia continuar nesta regata, que é longa demais.Na semana que vem parece que terei uma viagem a realizar,e a única coisa que poderei fazer será estabelecer waypoints que abranjam vários dias de navegação, deixando na vela automática...
Os ventos voltaram a ser generosos, entre 10 e 15 nós nas últimas 12 horas. Esta noite estão um pouco mais fracos, entre 8 e 10 nós, mas o Curupira VIII continua navegando numa média de 10 nós, com ventos de través. Pelas previsões, a navegação vai continuar sendo tranquila, embora tenhamos com certeza ventos mais fracos na linha do Equador - mas não parece que teremos as famosas calmarias.
Em termos de classificação, agora estamos em 12.242, e acho que é provável estarmos entre 11 e 12 mil ao chegarmos no Atlântico Sul. É muita gente participando desta regata, e encontro sempre barcos navegando errado nas proximidades (provavelmente abandonados). Eu mesmo não sei até quando poderia continuar nesta regata, que é longa demais.Na semana que vem parece que terei uma viagem a realizar,e a única coisa que poderei fazer será estabelecer waypoints que abranjam vários dias de navegação, deixando na vela automática...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
No través de Cabo Verde
Últimas 24 horas não foram boas para o Curupira VIII. Ontem eu não consegui conectar na hora da mudança de vento, então o barco foi por 2 horas em rumo errado. Depois, os ventos começaram a perder intensidade, indo de 10 /15 nós para 8/10 nós. Mesmo assim, estamos já no través das ilhas de Cabo Verde, com 2.583 milhas desde Barcelona e cerca de 1.953 milhas percorridas no Atlântico.
Os líderes virtuais no momento estão em situação complicada, em calmria total, navegando a 1, 2 nós.... Mas em 48 horas no máximo, devem entrar nos ventos "roaring forties", e começar a navegar com rapidez para leste. Enquanto isso, os líderes na real, o Virbac Paprec 3 e Foncia, estão muito bem, quase entrando no portal da Cidade do Cabo.
Alcancei o meu amigo Dave, do Hirilonde, que deve ter largado de um a dois dias antes de mim. Mas isso não quer dizer nada, pois estamos entrando na região dos Doldrums, e tudo pode acontecer nos próximos dias. Penso que o Curupira VIII pode levar ainda quase uma semana para conseguir chegar aos alísios no Atlântico Sul. Muita paciência, se querem saber. Estou quase abandonando esta regata que não leva a coisa alguma, é apenas um treino para as mais sérias que se aproximam...Ou seja, mais um treinio para a VOR.
Os líderes virtuais no momento estão em situação complicada, em calmria total, navegando a 1, 2 nós.... Mas em 48 horas no máximo, devem entrar nos ventos "roaring forties", e começar a navegar com rapidez para leste. Enquanto isso, os líderes na real, o Virbac Paprec 3 e Foncia, estão muito bem, quase entrando no portal da Cidade do Cabo.
Alcancei o meu amigo Dave, do Hirilonde, que deve ter largado de um a dois dias antes de mim. Mas isso não quer dizer nada, pois estamos entrando na região dos Doldrums, e tudo pode acontecer nos próximos dias. Penso que o Curupira VIII pode levar ainda quase uma semana para conseguir chegar aos alísios no Atlântico Sul. Muita paciência, se querem saber. Estou quase abandonando esta regata que não leva a coisa alguma, é apenas um treino para as mais sérias que se aproximam...Ou seja, mais um treinio para a VOR.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ao norte de Cabo Verde
![]() |
| Simulador mostra chuva, vento de 13 nós, com a velocidade do Curupira VIII em 12,90 nós, spynnaker aberto |
Como voces podem ver na imagem da simulação da BWR, o tempo está feio, mas os ventos continuam favoráveis, e sempre entre 10 e 15 nós. Ou seja, estamos descendo muito bem, ainda em sudoeste. A transição para mim começa nas próximas 6 horas, quando irei aproar direto para sul, ou sul-sudeste. Como planejado. Um barco, o CJS, é o único que se mantém sempre perto do Curupira VIII, embora eu o tenha ultrapassado. O cara é bom skipper, mandei uma mensagem, ele também participa das regatas da MP. Sem dúvida, a experiência na MP ajuda mesmo em qualquer tipo de simulação. Interessante, meu barco já aparece em 12.800 na classificação, mesmo eu tendo me afastado bastante da costa da África, para oeste. Eu havia entrado no Mediterrâneo aproximadamente em 13.800, depois o barco caiu quase para 15 mil com minha estratégia, que agora começa a dar resultados.
O Philou33 RKN continua na briga pela liderança entre os virtuais, enquanto o Paprec 3 e o Foncia lutam para cheger em primeiro ao Cabo da Boa Esperança. Os líderes entre os virtuais estão presos num vento fraco e contrario, navegando a 3, 4 nós, já tem uns dois dias. Muito bom isso! Não vou tirar uma desvantagem de 12 dias nunca, mas vou ficar bem mais perto (espero)...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Ilha da Cabo Verde está próxima
O Curupira VIII está se aproximando das ilhas de Cabo Verde, e continuo navegando num rumo su-sudoeste (hoje em 208 graus verdadeiros). Devo passar por fora desse arquipélago, e logo em seguida, mudar o rumo para Sul. Marquei vários barcos que navegavam em frente ao meu nos últimos dias, e todos ficaram para trás. Hoje remarquei novos barcos que vão à frente, para ver no que dá. É só para distrair, porque na verdade, em qualquer regata descendo da Europa para Cidade do Cabo, o que define é a estratégia final, no Atlântico Sul.
Por exemplo, na regata real, os barcos Foncia e Paprec 3 que vinha liderando, sofreram danos e pararam em Recife numa escala técnica para reparos. Foram ultrapassados por 3 ou 4 barcos, mas quando largaram novamente, por incrível que pareça, acabaram ultrapassando a todos e hoje lideram com incrível folga, por terem descido mais ao sul, numa rota mais longa. A explicação é que pegaram carona numa frente fria e navegaram a mais de 20 nós de média diária, enquanto o restante da frota ficou em torno de 8 nós de média...
Por falar em regatas, uma pena que a Cape Town - Rio, que está acontecendo agora, seja uma das poucas grandes regatas do mundo da vela oceânica que ainda não conta com uma versão virtual. A organização dessa tradicional prova de vela ainda não percebeu, pelo jeito, a importância da vela virtual casada com a real no marketing e divulgação de uma regata...
Desde a ilha da Madeira, o Curupira VIII está navegando numa velocidade constante ao redor do 10 nós e na direção certa. Com isso, tem avançado muito bem, nesta região que costuma ter ventos bem imprevisíveis, e já percorrreu mais de 2 mil milhas desde Barcelona. Deve continuar assim até Cabo Verde, quando desço em busca dos alísios do Atlântico Sul. Espero que meu barco possa vencer esta região de calmarias (Doldrums, como a chamam os ingleses) sem prejuizos, já tive prejuízos bastantes lá no Mediterrâneo.
Por exemplo, na regata real, os barcos Foncia e Paprec 3 que vinha liderando, sofreram danos e pararam em Recife numa escala técnica para reparos. Foram ultrapassados por 3 ou 4 barcos, mas quando largaram novamente, por incrível que pareça, acabaram ultrapassando a todos e hoje lideram com incrível folga, por terem descido mais ao sul, numa rota mais longa. A explicação é que pegaram carona numa frente fria e navegaram a mais de 20 nós de média diária, enquanto o restante da frota ficou em torno de 8 nós de média...
Por falar em regatas, uma pena que a Cape Town - Rio, que está acontecendo agora, seja uma das poucas grandes regatas do mundo da vela oceânica que ainda não conta com uma versão virtual. A organização dessa tradicional prova de vela ainda não percebeu, pelo jeito, a importância da vela virtual casada com a real no marketing e divulgação de uma regata...
Desde a ilha da Madeira, o Curupira VIII está navegando numa velocidade constante ao redor do 10 nós e na direção certa. Com isso, tem avançado muito bem, nesta região que costuma ter ventos bem imprevisíveis, e já percorrreu mais de 2 mil milhas desde Barcelona. Deve continuar assim até Cabo Verde, quando desço em busca dos alísios do Atlântico Sul. Espero que meu barco possa vencer esta região de calmarias (Doldrums, como a chamam os ingleses) sem prejuizos, já tive prejuízos bastantes lá no Mediterrâneo.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Vejam a interface 3D da BWR
Eu gravei o "Curupira VIII" virtual na Barcelona World Race, para quem ainda não conhece. A interface do game se alterna entre 3D e mapa para navegação. Na inteface 3D, se você está perto de terra (ilha ou continente), numa distância suficiente para avistá-la, verá o contorno correto da costa (proporcionado pelo Google). Se estiver chovendo onde o barco estiver navegando, estará chovendo também na interface. Tudo muito realista. O mar também fica mais manso ou bravo conforme a situação real. Incrível isso. E deve melhorar muito num futuro próximo...
BRW, passando pelas ilhas Canárias
Deu certo forçar um pouco para oeste, já que hoje fiquei com bom vento de través empopado, navegando num TWA de 110 graus (a quase 10 nós de velocidade, num vento de 8 nós). E agora quando mudarem os ventos, de tarde,estarei novamente num bom ângulo de vento, descendo sudoeste. O barco americano Hirilonde, velho conhecido das regatas virtuais, ficou mais para leste, e com isso se deu mal nestas últimas 12 horas, com vento de proa. Minha posição atual é 27 13' N e 24 24W. Já percorri 1.247,6 milhas pelo Atlântico, e 1.877,4 milhas no total.
As ilhas Canárias estão à leste, já ficaram bem para trás, a 320 milhas. Na verdade, passei a mais de 250 milhas por fora (oeste) desse grupo de ilhas. Pelo mapa percebo que muitos skippers decidiram navegar junto a elas, ou a leste, entre as ilhas e a África. Quem fez isso está com vento forte de proa perto das ilhas, e quem já desceu mais para o sul, entrou em ventos fracos, de 5 a 6 nós.
Pronto, mudaram os ventos...
Meu plano é continuar no rumo sudoeste. Estou navegando agora no rumo verdadeiro 212, em 140 TWA, com ventos de 11,24 nós, singrando a 10,19 nós. Até às 21 horas teremos vento constante entre 11,3 e 12,3 nós. E a previsão para esta noite é do vento aumentar para 13 a 15 nós. Está bom demais. Devo estar passando muita gente... Esta costuma ser uma área de calmaria, mas eu escolhi uma rota muito boa até agora. Se continuar assim, quando eu chegar lá pelas 18 N e 30 W, passo a descer direto Sul rumo à costa brasileiras e aos alísios.
As ilhas Canárias estão à leste, já ficaram bem para trás, a 320 milhas. Na verdade, passei a mais de 250 milhas por fora (oeste) desse grupo de ilhas. Pelo mapa percebo que muitos skippers decidiram navegar junto a elas, ou a leste, entre as ilhas e a África. Quem fez isso está com vento forte de proa perto das ilhas, e quem já desceu mais para o sul, entrou em ventos fracos, de 5 a 6 nós.
Pronto, mudaram os ventos...
Meu plano é continuar no rumo sudoeste. Estou navegando agora no rumo verdadeiro 212, em 140 TWA, com ventos de 11,24 nós, singrando a 10,19 nós. Até às 21 horas teremos vento constante entre 11,3 e 12,3 nós. E a previsão para esta noite é do vento aumentar para 13 a 15 nós. Está bom demais. Devo estar passando muita gente... Esta costuma ser uma área de calmaria, mas eu escolhi uma rota muito boa até agora. Se continuar assim, quando eu chegar lá pelas 18 N e 30 W, passo a descer direto Sul rumo à costa brasileiras e aos alísios.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ilha da Madeira fica para trás
Mais um dia de regata Barcelona World Race. Como tenho dificuldade de largar uma regata depois que começo... rsrs. Eu não deveria estar participando, já que o Curupira VIII largou 12 dias depois do início oficial da regata, e depois fiquei num Mediterrâneo sem vento algum, com o barco se arrastando. Dez dias para vencer pouco mais de 600 milhas... Acho que a média de velocidade foi algo por volta de 3, 4 nós...
Agora, estou passando pela latitude da ilha da Madeira. Os ventos são fracos, mas contantes, entre 6 e 12 nós. Devem melhorar amanhã, e estou forçando uma orça para oeste, em busca de ventos que prometem dar um bom impulso para o litoral brasileiro. Se conseguir passar por essa zona equatorial sem calmarias, chegando aos alísios de NE da nossa costa, terei condições de chegar em no máximo 20 dias na Cidade do Cabo. Acredito que o Curupira VIII, se eu tiver paciência de continuar nessa regata, pode chegar lá na Africa do Sul entre os 7 mil e 10 mil na classificação. Talvez até melhor.
O Philou33RKN assumiu a liderança. Isso mostra uma coisa simples: os melhores skippers das regatas virtuais da ManyPlayers serão os melhores em qualquer simulação de regatas oceânicas. Acho incrível isso. Não existem mais de 200 skippers em condições de vencer regatas virtuais, quaisquer que sejam. Acho que a maior dificuldade que as pessoas tem, sejam velejadores na vida real, sejam players sem conhecimentos de navegação, é entender os mapas meteorológicos. No meu caso, eu acho que a intuição e o bom senso são minhas maiores armas. Mas também leio tudo o que posso sobre meteorologia, fiz cursos quando tinha meu veleiro, e estou sempre entrando nos sites de previsão para acompanhar a evolução dos ventos, sistemas de pressão etc. Quando estou numa regata, faço 4 consultas diárias atento as previsões da NOOA.
Logo vou escrever mais sobre isso, o que caracteriza um bom skipper virtual. Quero entrevistar alguns para trazer suas experiências para nossos internautas. Estou negociando um espaço no site de uma revista náutica, quem sabe logo poderemos hospedar este blog em dominio próprio e desenvolve-lo ainda melhor.
Agora, estou passando pela latitude da ilha da Madeira. Os ventos são fracos, mas contantes, entre 6 e 12 nós. Devem melhorar amanhã, e estou forçando uma orça para oeste, em busca de ventos que prometem dar um bom impulso para o litoral brasileiro. Se conseguir passar por essa zona equatorial sem calmarias, chegando aos alísios de NE da nossa costa, terei condições de chegar em no máximo 20 dias na Cidade do Cabo. Acredito que o Curupira VIII, se eu tiver paciência de continuar nessa regata, pode chegar lá na Africa do Sul entre os 7 mil e 10 mil na classificação. Talvez até melhor.
O Philou33RKN assumiu a liderança. Isso mostra uma coisa simples: os melhores skippers das regatas virtuais da ManyPlayers serão os melhores em qualquer simulação de regatas oceânicas. Acho incrível isso. Não existem mais de 200 skippers em condições de vencer regatas virtuais, quaisquer que sejam. Acho que a maior dificuldade que as pessoas tem, sejam velejadores na vida real, sejam players sem conhecimentos de navegação, é entender os mapas meteorológicos. No meu caso, eu acho que a intuição e o bom senso são minhas maiores armas. Mas também leio tudo o que posso sobre meteorologia, fiz cursos quando tinha meu veleiro, e estou sempre entrando nos sites de previsão para acompanhar a evolução dos ventos, sistemas de pressão etc. Quando estou numa regata, faço 4 consultas diárias atento as previsões da NOOA.
Logo vou escrever mais sobre isso, o que caracteriza um bom skipper virtual. Quero entrevistar alguns para trazer suas experiências para nossos internautas. Estou negociando um espaço no site de uma revista náutica, quem sabe logo poderemos hospedar este blog em dominio próprio e desenvolve-lo ainda melhor.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
BWR, 13 dias de regata
Incrível, já percorri em dois dias e meio 610,2 milhas no Atlântico, pela regata Barcelona World Race, enquanto gastei uma semana só para percorrer 629 milhas de Barcelona ao Estreito de Gilbratar! Ainda estou impressionado pela calmaria que peguei em todo o trecho do Mediterrâneo...
A organização da BWR anunciou ontem que todos os que entrarem atrasado nas regatas estarão disputando prêmios por tempo nas etapas. Assim, mesmo que você saia amanhã de Barcelona, o que vai valer será o teu tempo para completar a etapa do Mediterrâneo (e as seguintes). No meu caso isso não ajuda em nada, já que meu tempo para deixar o Mediterrâneo deve estar entre os piores.
Aproveitando o tema, essa história das regatas oferecerem prêmios, é bem triste... Os caras organizam uma regata na Europa, aberta para participantes de todo o mundo na Internet, e dão como prêmio uma viagem de Madrid até Barcelona, com estadia de uma semana nessa cidade. Muito útil. Eu só tenho que pagar uma viagem de avião desde o Brasil, mais as despesas que terei no Exterior até chegar à Barcelona e depois as de volta, para receber meu "prêmio".
Ora, eles tem de entender que se estão abrindo a regata para todo o mundo, os prêmios tem que ser justos e acessíveis para todos. Ou seja, que os premios sejam em objetos ou dinheiro. Camisetas, uma bússola, um GPS, grana, coisas que eu aqui no Brasil possa receber sem ter que gastar de repente o dobro do valor do tal prêmio.
Do jeito como fazem, os prêmios são apenas para os moradores locais, ou cidadãos de países europeus vizinhos.
A organização da BWR anunciou ontem que todos os que entrarem atrasado nas regatas estarão disputando prêmios por tempo nas etapas. Assim, mesmo que você saia amanhã de Barcelona, o que vai valer será o teu tempo para completar a etapa do Mediterrâneo (e as seguintes). No meu caso isso não ajuda em nada, já que meu tempo para deixar o Mediterrâneo deve estar entre os piores.
Aproveitando o tema, essa história das regatas oferecerem prêmios, é bem triste... Os caras organizam uma regata na Europa, aberta para participantes de todo o mundo na Internet, e dão como prêmio uma viagem de Madrid até Barcelona, com estadia de uma semana nessa cidade. Muito útil. Eu só tenho que pagar uma viagem de avião desde o Brasil, mais as despesas que terei no Exterior até chegar à Barcelona e depois as de volta, para receber meu "prêmio".
Ora, eles tem de entender que se estão abrindo a regata para todo o mundo, os prêmios tem que ser justos e acessíveis para todos. Ou seja, que os premios sejam em objetos ou dinheiro. Camisetas, uma bússola, um GPS, grana, coisas que eu aqui no Brasil possa receber sem ter que gastar de repente o dobro do valor do tal prêmio.
Do jeito como fazem, os prêmios são apenas para os moradores locais, ou cidadãos de países europeus vizinhos.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Atlântico se abre, ventos generosos, não resisto...
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| O Curupira VIII passando pelo estreito de Gilbraltar. Estamos no Atlântico! |
As previsões para o Atlântico são de de ventos fracos nos próximos dias. Fracos por volta de 10 nós, e não em 2, 3 nós como nas ultimas 36 horas no Mediterrâneo. Por isso, vamos em frente! Agora estou posicionado em 13.432, uma classificação excelente para quem começou o game em 24.011 dias atrás. Mas não me iludo, esse ganho deve corresponder a umas 10 mil desistências...
Acredito agora que se eu continuar até Cape Town, possa chegar lá já entre os 5 mil no ranking. As desistências vão continuar, e pelo que estou vendo na Interface do game, muita gente não tem a mínima noção do que está fazendo, navegando em paralelo com a costa africana para tentar chegar na África do Sul... Pretendo abrir para fora da costa de Portugal algumas milhas, antes de começar a descer para a costa brasileira (deve fazer uma rota próxima de Fernando de Noronha, dependendo das condições climáticas).
Acho que esta regata já tem vencedor. Eu estava me perguntando se os franceses feras nas regatas virtuais estavam participando desta Barcelona World Race. Estão. O Philou33 RKN, velho "desafeto" dos meus barcos, já está em segundo lugar. Deve ter começado desde a largada. Com certeza tem tudo para vencer. Não conheço nenhum espanhol em condições de bater os principais nomes franceses numa regata virtual (e esta regata é predominantemente de espanhóis).
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Hoje vou escrever sobre o site Virtual Skipper, uma fantástica simulação de regatas de oceano. Diferentemente dos grandes eventos internacionais oferecidos pela Many Players, como a Volvo Ocean Race, a Vendée Globe e a Clipper Round the World, que são simulações baseadas em mapas, a Virtual Skipper reproduz, em 3D, regatas curtas, triangulares ou match races. Você senta no cockpit, comanda o leme, troca as velas, olha para as bóias, para o veleiro do adversário, tudo exatamente como se estivesse num barco e numa regata real. É fantástico.
Uma das coisas incríveis é o cenário onde acontecem as provas. A fidelidade é incrível. Participei de uma regata na baía de Guanabara, lá estava a ponte Rio-Niterói, o Pão de Açucar, etc, num cenário como a realidade. Gostei demais.
Quem quiser participar do Virtual Skipper, basta entrar no site, baixar o jogo (com paciência, são quase 1 GB), se registrar e pronto. Existe uma taxa para ter acesso a todos os recursos do jogo, mas você pode experimentar o jogo sem problemas. O Winston, professor de vela em Ilhabela, recomenda aos seus alunos para se aprimorarem no iatismo. Também recomendo. Muito bom.
Visite o Virtual Skipper
Uma das coisas incríveis é o cenário onde acontecem as provas. A fidelidade é incrível. Participei de uma regata na baía de Guanabara, lá estava a ponte Rio-Niterói, o Pão de Açucar, etc, num cenário como a realidade. Gostei demais.
Quem quiser participar do Virtual Skipper, basta entrar no site, baixar o jogo (com paciência, são quase 1 GB), se registrar e pronto. Existe uma taxa para ter acesso a todos os recursos do jogo, mas você pode experimentar o jogo sem problemas. O Winston, professor de vela em Ilhabela, recomenda aos seus alunos para se aprimorarem no iatismo. Também recomendo. Muito bom.
Visite o Virtual Skipper
Barcelona World Race
Fiquei sabendo pela leitura de um forum da existência da Barcelona World Race virtual. Esta é uma regata de volta ao mundo sem escalas (na regata real os barcos tem 2 tripulantes). Finalmente uma grande regata que não está na interface da Virtual Regatta!
A competição começou no dia 31 de dezembro de 2010, assim, no dia 12, quando entrei para conhecer, os líderes já estavam a meio caminho para Cidade do Cabo (África do Sul), em meio ao Atlântico, a mais de 3 mil milhas do porto de largada (Barcelona). Um primeiro problema com esta simulação, que parece ter sido implantada pela organização da prova, e não por uma empresa comercial de games: se voce larga atrasado, seu barco não surge numa posição relativa em relação aos demais participantes. Simplesmente você tem que largar do porto de origem. Assim, fica completamente sem chances que larga atrasado...
Muito bem, larguei assim mesmo para conhecer a interface, e meu barco apareceu em 24.011º, ou seja, tinham nada menos que 24.010 barcos virtuais na frente do meu - o "Curupira VIII". De início gostei muito da interface e do modo como se podia jogar. As atualizações de vento ocorrem cada 6 horas, previsões por 48, e apesar de variar um pouco a confiabilidade, nada muito diferente do anunciado. Pode-se até mudar entre o ambiente de um mapa onde se localiza o barco, no qual pode-se trabalhar estratégias, e uma interface 3D, como no jogo Virtual Skipper.
Mas as boas impressões logo desapareceram. A imprecisão do mapa, a dificuldade e confiabilidade dos recursos, principalmente uma programação para rotas que nunca vi funcionar, e a ausência de coordenadas (lat e long, mais tarde descobri que se clicasse com uma "lupa" no mapa apareceria isso), logo me desanimaram. Sinceramente, boas idéias neste game, mas ainda prefiro a interface da Virtual Regatta. Acabei trocando mensagens com um dos moderadores da ManyPlayers, e colocando para eles o que achava que precisaria mudar na VR para se tornar um melhor jogo, inclusive o que aproveitar de melhor do game da Barcelona World Race (foi o Olivier, moderador do Forum e ligado à empresa ManyPlayers quem me pediu um relatório).
Enfim, como não tinha mais chances na regata, resolvi ir até o primeiro portal, que é a saída do Mar Mediterrâneo. Não imaginei o sufoco que seria fazer isso. Uma semana navegando nessa regata, atualizando o barco cada 6 horas,e ainda não consegui. Acontece que não tem vento. Calmaria total. Será que no mar Mediterrâneo real também só está tendo ventos de 2,4 ou no maximo 7 ou 8 nós? Absurdo isso...
Meu Curupira VIII largou em 24.011, e estou prestes a deixar o Mediterrâneo para trás em 13.900. Isso me leva a uma conclusão interessante: Existem perto de 10 mil inscritos que abandoram seus barcos só aqui no mar Mediterrâneo! Ou seja, o pessoal se inscreve, animado, e logo desiste em razão de dificuldades, problemas com a interface, etc. No caso das regatas da ManyPlayers, também acontecem abandonos, mas não nessa escala. Acho que o pessoal da organização da BWR deu o chamado "tiro n'água" quando resolveu criar sua própria interface de simulação, ou seja, organizar sua própria regata virtual. Não acredito que restem mais do que de 500 a 1000 participantes (dos 25 mil inscritos atuais) competindo. E que no máximo uns 100 ou 200 terminem a regata. Isso está me cheirando a um grande fracasso. Mas acho que deve ter servido como uma chacoalhada na ManyPlayers para que eles se decidam a melhorar as regatas virtuais que oferecem aos seus clientes.
A competição começou no dia 31 de dezembro de 2010, assim, no dia 12, quando entrei para conhecer, os líderes já estavam a meio caminho para Cidade do Cabo (África do Sul), em meio ao Atlântico, a mais de 3 mil milhas do porto de largada (Barcelona). Um primeiro problema com esta simulação, que parece ter sido implantada pela organização da prova, e não por uma empresa comercial de games: se voce larga atrasado, seu barco não surge numa posição relativa em relação aos demais participantes. Simplesmente você tem que largar do porto de origem. Assim, fica completamente sem chances que larga atrasado...
Muito bem, larguei assim mesmo para conhecer a interface, e meu barco apareceu em 24.011º, ou seja, tinham nada menos que 24.010 barcos virtuais na frente do meu - o "Curupira VIII". De início gostei muito da interface e do modo como se podia jogar. As atualizações de vento ocorrem cada 6 horas, previsões por 48, e apesar de variar um pouco a confiabilidade, nada muito diferente do anunciado. Pode-se até mudar entre o ambiente de um mapa onde se localiza o barco, no qual pode-se trabalhar estratégias, e uma interface 3D, como no jogo Virtual Skipper.
Mas as boas impressões logo desapareceram. A imprecisão do mapa, a dificuldade e confiabilidade dos recursos, principalmente uma programação para rotas que nunca vi funcionar, e a ausência de coordenadas (lat e long, mais tarde descobri que se clicasse com uma "lupa" no mapa apareceria isso), logo me desanimaram. Sinceramente, boas idéias neste game, mas ainda prefiro a interface da Virtual Regatta. Acabei trocando mensagens com um dos moderadores da ManyPlayers, e colocando para eles o que achava que precisaria mudar na VR para se tornar um melhor jogo, inclusive o que aproveitar de melhor do game da Barcelona World Race (foi o Olivier, moderador do Forum e ligado à empresa ManyPlayers quem me pediu um relatório).
Enfim, como não tinha mais chances na regata, resolvi ir até o primeiro portal, que é a saída do Mar Mediterrâneo. Não imaginei o sufoco que seria fazer isso. Uma semana navegando nessa regata, atualizando o barco cada 6 horas,e ainda não consegui. Acontece que não tem vento. Calmaria total. Será que no mar Mediterrâneo real também só está tendo ventos de 2,4 ou no maximo 7 ou 8 nós? Absurdo isso...
Meu Curupira VIII largou em 24.011, e estou prestes a deixar o Mediterrâneo para trás em 13.900. Isso me leva a uma conclusão interessante: Existem perto de 10 mil inscritos que abandoram seus barcos só aqui no mar Mediterrâneo! Ou seja, o pessoal se inscreve, animado, e logo desiste em razão de dificuldades, problemas com a interface, etc. No caso das regatas da ManyPlayers, também acontecem abandonos, mas não nessa escala. Acho que o pessoal da organização da BWR deu o chamado "tiro n'água" quando resolveu criar sua própria interface de simulação, ou seja, organizar sua própria regata virtual. Não acredito que restem mais do que de 500 a 1000 participantes (dos 25 mil inscritos atuais) competindo. E que no máximo uns 100 ou 200 terminem a regata. Isso está me cheirando a um grande fracasso. Mas acho que deve ter servido como uma chacoalhada na ManyPlayers para que eles se decidam a melhorar as regatas virtuais que oferecem aos seus clientes.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Voltando ao Blog
Estou de volta, depois de um bom tempo ausente deste blog, mas não das regatas virtuais.
Tive muito bons resultados desde que terminei a Clipper Round The World 2009-10, em 26º lugar na geral, e primeiro brasileiro, com meu barco Ondazul. Depois disso, participei com o barco Ubatuba Warrior da Solitaire du Figaro 2010, em 3 das 4 etapas na categoria SO (Sem Opções), e terminei em 2°, 1º e 7º... Também participei de duas dessas etapas com o Curupira VIII em SO, e fui 4º e 5º.
Depois disso, montamos uma equipe eu, o Rudnei Jr (do Rudneijr, que foi 27º na Clipper), e o Jorge Izquierdo (antigo Sonolento, da VORG), para disputar a Cap Istambul 2010 - que foi disputada em quatro etapas. Como muita gente pensou que fosse uma equipe "paulista", aproveito para dizer que não é bem assim. Eu sou de Ubatuba (litoral Norte de SP), o Rudnei Jr é de Mogi-Guaçu (interior de SP), e o Jorge Izquierdo é de Porto Alegre (RS). Portanto, uma equipe interestadual.
Criamos um novo barco para a regata, o BRA 1. E foi um sucesso. Lideramos boa parte da primeira etapa, e terminamos em 2º lugar. Na etapa seguinte, fomos 6º colocados, e nas duas finais, terminamos em 11º e 17º. Com isso conseguimos um podium na Cap Istambul, pois acabamos em 3º lugar na classificação geral da Cap Istambul, com direito a um prêmio de 650 euros!
Infelizmente, na regata seguinte, a Velux 5 Oceans, uma regata de longo percurso, o trabalho em equipe se mostrou complicado. E terminamos em 277º lugar a primeira etapa dessa regata, da França à África do Sul.
Eu continuei com o BRA 1 sozinho na segunda etapa, e tive um problema incrível quando estava em 14º lugar, depois de 8 dias de regata - como eu participava também com o Ondazul BRA, numa noite de sono, acabei trocando a programação do Ondazul BRA com o BRA 1 e vice-versa. Com isso, o BRA 1 foi para um rumo sem nexo, com um péssimo ângulo de vento... Quando acordei de manhã, encontrei o barco lá atrás, tendo perdido mais de 100 posições. E pior, pessimamente posicionado.
Quase desisti de tão decepcionado que fiquei, mas resolvi continuar e tentar corrigir o melhor possível. Cheguei a cair para mais de 300 na classificação com o mal posicionamento onde ficou o barco, mas no final consegui chegar em 114º, até que uma posição honrosa depois daquele erro absurdo.Na soma das duas regatas estou em 104º, e espero na próxima colocar o BRA 1 entre os TOP100.
Definitivamente não dá para correr com dois barcos. Jà fiz muita trapalhada e me desgastei demais com essa mania que herdei da VORG, quando como iniciante cheguei a levar 5 barcos! Um caos e um estresse total. Aos poucos fui descartando barcos, mas como na primeira etapa da Velux inscrevi o Ondazul BRA já que o BRA 1 era o barco da equipe, eu tinha dois barcos com os opcionais comprados, e achei um desperdício deixar um deles parado.
O jeito, se não quiser deixar um barco com opcionais comprados abandonado, é levar os dois exatamente juntos, na mesma rota, fazendo exatamente a mesma coisa. Aí então não dá trabalho, basta abrir um barco no Firefox e o outro no Internet Explorer, por exemplo, e na hora que mexe num, mexe também no outro. Eles assim navegam como se fossem um só. Vou tentar levar desse jeito, como se fosse um só barco na próxima etapa. Se começar a incomodar, deixo o Ondazul BRA simplesmente apontado para o destino e toco apenas o BRA 1.
Para quem não sabe, é oficial e já tem site, a próxima versão virutal da VORG deve começar em outubro deste ano, pouco antes da regata real. E pelo jeito parece que a ManyPlayers não será a empresa que irá colocar sua interface para o game. Se for assim, de nada irá adiantar toda a nossa experiência nas regatas da MP para a próxima VORG. Vamos aguardar um pouco mais para termos certeza.
Tive muito bons resultados desde que terminei a Clipper Round The World 2009-10, em 26º lugar na geral, e primeiro brasileiro, com meu barco Ondazul. Depois disso, participei com o barco Ubatuba Warrior da Solitaire du Figaro 2010, em 3 das 4 etapas na categoria SO (Sem Opções), e terminei em 2°, 1º e 7º... Também participei de duas dessas etapas com o Curupira VIII em SO, e fui 4º e 5º.
Depois disso, montamos uma equipe eu, o Rudnei Jr (do Rudneijr, que foi 27º na Clipper), e o Jorge Izquierdo (antigo Sonolento, da VORG), para disputar a Cap Istambul 2010 - que foi disputada em quatro etapas. Como muita gente pensou que fosse uma equipe "paulista", aproveito para dizer que não é bem assim. Eu sou de Ubatuba (litoral Norte de SP), o Rudnei Jr é de Mogi-Guaçu (interior de SP), e o Jorge Izquierdo é de Porto Alegre (RS). Portanto, uma equipe interestadual.
Criamos um novo barco para a regata, o BRA 1. E foi um sucesso. Lideramos boa parte da primeira etapa, e terminamos em 2º lugar. Na etapa seguinte, fomos 6º colocados, e nas duas finais, terminamos em 11º e 17º. Com isso conseguimos um podium na Cap Istambul, pois acabamos em 3º lugar na classificação geral da Cap Istambul, com direito a um prêmio de 650 euros!
Infelizmente, na regata seguinte, a Velux 5 Oceans, uma regata de longo percurso, o trabalho em equipe se mostrou complicado. E terminamos em 277º lugar a primeira etapa dessa regata, da França à África do Sul.
Eu continuei com o BRA 1 sozinho na segunda etapa, e tive um problema incrível quando estava em 14º lugar, depois de 8 dias de regata - como eu participava também com o Ondazul BRA, numa noite de sono, acabei trocando a programação do Ondazul BRA com o BRA 1 e vice-versa. Com isso, o BRA 1 foi para um rumo sem nexo, com um péssimo ângulo de vento... Quando acordei de manhã, encontrei o barco lá atrás, tendo perdido mais de 100 posições. E pior, pessimamente posicionado.
Quase desisti de tão decepcionado que fiquei, mas resolvi continuar e tentar corrigir o melhor possível. Cheguei a cair para mais de 300 na classificação com o mal posicionamento onde ficou o barco, mas no final consegui chegar em 114º, até que uma posição honrosa depois daquele erro absurdo.Na soma das duas regatas estou em 104º, e espero na próxima colocar o BRA 1 entre os TOP100.
Definitivamente não dá para correr com dois barcos. Jà fiz muita trapalhada e me desgastei demais com essa mania que herdei da VORG, quando como iniciante cheguei a levar 5 barcos! Um caos e um estresse total. Aos poucos fui descartando barcos, mas como na primeira etapa da Velux inscrevi o Ondazul BRA já que o BRA 1 era o barco da equipe, eu tinha dois barcos com os opcionais comprados, e achei um desperdício deixar um deles parado.
O jeito, se não quiser deixar um barco com opcionais comprados abandonado, é levar os dois exatamente juntos, na mesma rota, fazendo exatamente a mesma coisa. Aí então não dá trabalho, basta abrir um barco no Firefox e o outro no Internet Explorer, por exemplo, e na hora que mexe num, mexe também no outro. Eles assim navegam como se fossem um só. Vou tentar levar desse jeito, como se fosse um só barco na próxima etapa. Se começar a incomodar, deixo o Ondazul BRA simplesmente apontado para o destino e toco apenas o BRA 1.
Para quem não sabe, é oficial e já tem site, a próxima versão virutal da VORG deve começar em outubro deste ano, pouco antes da regata real. E pelo jeito parece que a ManyPlayers não será a empresa que irá colocar sua interface para o game. Se for assim, de nada irá adiantar toda a nossa experiência nas regatas da MP para a próxima VORG. Vamos aguardar um pouco mais para termos certeza.
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