São 23 horas do dia 26/11. Total 4 dias e 13 horas de regata. O Curupira VIII está classificado em 70º e o Ondazulem 127º. Consegui parar de cair, e até melhorei ligeiramente, embora ainda seja cedo para a gente entender realmente nossa verdadeira posição no game. Faltam 3.588 milhas.
O game não perdoa quem comete erros. Pois tem centenas, milhares de concorrentes que temos que considerar que não estão cometendo erros. Eu me distrai, e esqueci de trocas as velas depois de fazer um bordo... Andei mais de uma hora com velas erradas, o que calculo me custou meia milha ou pouco mais de atraso. Numa regata tão disputada como esta, isso é quase imperdoável. Felizmente eu me perdoo por me considerar um mero mortal, humano falho, um velho lobo do mar já semi-aposentado...
Hoje descobri que o Omar lançou nova versão do excelente VRTool. Só que para mim, essa versão nunca deveria ser lançada. Sou contra uso de computador para calcular melhor rota. Pois para mim, aí o jogo vira uma mera disputa de computadores. Nivela os jogadores por baixo, e na verdade quem passa a jogar são os chips. Acho que isso é inevitável, sempre vai ter quem queira levar vantagem, então é dificil controlar. Desde a VORG, muita gente já utilizou programas de computador para as regatas. Como o MaxSea e outros. Hoje em dia tem até site online que computa a melhor rota, basta dar as coordenadas do barco no game. Descobri assim porque tem tanto barco agrupado, num comportamento uniforme. Estão seguindo como carneiros o mestre computador... Lástima. O VRTool só está acompanhando a tendência, compreendo. Gosto e uso esse software, que considero útil para a gente se localizar, planejar. Mas quando o próprio programa passa a fazer o planejamento, isso fica até triste.
Diário de bordo de um skipper virtual, à bordo do Ondazul BRA(e o Curupira VIII como reserva), com a bandeira brasileira sempre hasteada, e navegando contra alguns dos melhores comandantes do planeta...
BEM VINDO!
Estou retornando a esta blog, depois de meses desconectado, por motivos particulares. Mas nesse meio tempo, continuei participando desta paixão (minha e de todo velejador) pelas simulações de regatas. As chamadas regatas virtuais, algumas de volta ao mundo, tomam nosso tempo e noites de sono, mas o desafio de competir contra os melhores do mundo, representando o Brasil, vale a pena.
Bem vindos à bordo!
Bem vindos à bordo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário